Criptomoedas tem semana de negociação volátil

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Criptomoedas tem semana de negociação volátil (Foto: Pexels) Criptomoedas tem semana de negociação volátil

As criptomoedas tiveram uma semana de negociação volátil com o bitcoin sendo negociado entre 10.000 e 10.300. “O apetite ao risco voltou ao mercado com a notícia de que EUA e China estavam descongelando suas negociações comerciais. O mundo das criptomoedas viu uma correção para o lado negativo no início da semana, pois o Bitcoin atraiu os fluxos de investidores como um porto seguro, então, naturalmente, ele estava sendo vendido contra outros ativos”, disse Alfonso Esparza, analista de mercado da OANDA.

O analista destacou que o anúncio da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir a taxa de depósito em território negativo e reiniciar seu programa de quantitative easing (QE) comprando 20 bilhões de euros em títulos por mês enviou um forte sinal de que as taxas permanecerão baixas por mais tempo. “Crypto subiu à medida que o dólar dos EUA está mais baixo, já que o Federal Reserve (Fed) dos EUA é altamente esperado a seguir o exemplo na próxima semana com um corte na taxa de juros de 25 pontos base”, ressaltou Esparza.

“O Bitcoin foi negociado entre 10.000 e 10.300 nesta semana, já que a decisão da taxa do BCE foi o catalisador de níveis mais altos de preços. O Fed vem monitorando os indicadores econômicos dos EUA e, até agora, o cenário é misto, mas com a pressão da Casa Branca e do mercado já cobrando um corte nas taxas, seria uma grande decepção se o banco central não entregasse”, explicou Alfonso Esparza.

Para finalizar, o analisa destaca que as taxas mais baixas em todo o mundo estão levando os investidores a buscar maiores rendimentos e retornos em classes de ativos alternativos. “O interesse em criptomoedas permanece alto e o interesse dos mercados emergentes para evitar controles de capital ou desvalorizações da moeda pode elevar o preço do Bitcoin acima de 10.500 se o Fed seguir adiante e mais alto se houver uma decisão de política monetária mais conciliadora, como alguns membros do comitê de definição de taxas têm sugerido”, finalizou Esparza.

(Redação – Investimentos e Notícias)