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Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, acredita que cultura é gênero de primeira necessidade

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As paixões e seus incômodos

O leitor encontra um livro apaixonante, descobre um autor, lê tudo o que ele já produziu na vida, sentindo-se cada vez mais inebriado por aquela torrente de palavras, imagens, sentidos que a vida toma a cada página avançada. E aí chega aquele momento em que se depara com uma obra menor do escritor. Respira fundo, muda toda sua visão sobre ele ou confirma que os livros X, Y, Z são geniais e o K ou W não passam de exercícios sobre o mesmo tema?

As dores e delícias da existência real ou ficcional

Poderia ser a trama de uma novela policial, se a narrativa se fixasse na obstinação do protagonista em salvar sua amada de uma sobrevivência dolorosa, patética. Um argumento forte para documentário, um chamamento à precariedade dos tratamentos de suporte a pacientes crônicos. O drama da vida real vivido pelo aposentado Nelson Golla, que há dois anos, abraçou-se à mulher, Neusa, internada em uma clínica para idosos, acionando um artefato explosivo que deveria matar o casal. Neusa morreu, Nelson responde em liberdade ao processo pela morte da companheira de mais de cinquenta anos de convivência, sob os cuidados dos filhos, preocupados com a tendência ao suicídio na família do pai.

Decoração bibliófila

Quando uma revista de decoração está sem pautas novas, recicla um tema tradicional: “como montar sua biblioteca”. O texto oferecerá muitas sugestões arquitetônicas de requinte estético e total desconhecimento do produto a ser armazenado, com prateleiras ao rés do chão, deixando os livros sujeitos a receber camadas de sujeira transportadas por sapatos. E lindas estantes ladeando degraus de escadas, que também podem ser aproveitados para receber volumes. Quem imagina uma biblioteca dessas provavelmente desconhece que livro é um imã de poeira, uma incubadora de ácaros, traças, fungos.

Para abrir o ano

“Para começar, olha quanto livro. Lá estavam seus comances de Edith Wharthon (...); o conjunto completo de Henry James (...); um monte de Dickens, uma pitada de Trollope, além e boas doses de Austen, George Eliot, e das temíveis irmãs Brontë. (...) Lá estavam os romances de Colette que ela lia às escondidas”.

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