Ibovespa cai mais de 4,0% na semana

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Ibovespa cai mais de 4,0% na semana (Foto: Pexels) Ibovespa cai mais de 4,0% na semana

O que parecia só um susto, na semana passada se tornou um pânico real. A rápida expansão do coronavírus a partir de uma província chinesa gerou apreensão global e praticamente congelou o gigante asiático.

Para conter o contágio, muitas empresas não abrem, fluxos de exportação e importação foram interrompidos e as pessoas têm se deslocado menos. Tudo isso tem um impacto direto na economia, o que agrava os temores que já corriam de uma possível desaceleração da economia mundial. Por aqui, o Ibovespa despencou mais de 4,0% na semana.

Ainda é cedo para antecipar os desdobramentos dessa crise, mas é fato que ela já tem abafado outras divulgações mais positivas, como o início da temporada de balanços corporativos, estreada por Cielo e Santander, ou os dados positivos de emprego e das contas públicas.

De acordo com analistas da Toro Investimentos, por pior que a situação pareça, eles recomendam calma aos investidores até que o pior tenha passado. 

Empresas

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) iniciou investigação sobre a possível formação de um cartel no mercado de aves e suínos no Brasil envolvendo a JBS (JBSS3) e a BRF (BRFS3). 

O motivo da abertura da investigação foram declarações de ambas as Empresas sinalizando a intenção de repassar os custos com o aumento do preço do milho aos consumidores. As duas Companhias negam qualquer tipo de prática de cartel ou irregularidades.

A oferta de ações realizada pelo Grupo Ânima (ANIM3) foi precificada em R$36,25 por ação, levando a Companhia a arrecadar mais de R$1 bilhão com a operação. 

Com um mercado animado, a demanda pelas novas ações foi elevada. A expectativa é de que a Companhia percorra um caminho de crescimento através de fusões e aquisições.

Balanços

Em meio a uma semana conturbada nos mercados internacionais, não podemos deixar de falar sobre a abertura da temporada de balanços do 4T19 aqui no Brasil.

As estreantes, Cielo (CIEL3) e Santander (SANB11), independente dos balanços, não escaparam do mal humor que foi soberano nos mercados por todo o mundo.

A Cielo apresentou um resultado refletindo a tendência contínua de queda nos lucros e aperto de margens com o crescimento da concorrência. O lucro líquido da empresa caiu quase pela metade de 2018 para 2019.

Já o banco Santander fechou 2019 com um lucro líquido de R$14,2 bilhões, mais de 16% superior ao do ano anterior. O crescimento no lucro não foi o suficiente para animar o mercado em uma semana de cautela: as ações do Banco registravam cerca de 5% de queda semanal na tarde de sexta-feira (31).

(Redação – Investimentos e Notícias)