Novo vírus no gigante asiático balança mercados mundiais

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Novo vírus no gigante asiático balança mercados mundiais (Foto: Pexels) Novo vírus no gigante asiático balança mercados mundiais

O surto de um novo vírus no gigante asiático balançou os mercados na semana passada. Alternando altas e baixas, o Ibovespa chegou a romper a máxima histórica, mas não conseguiu ir muito longe. Os dados de emprego e inflação não ajudaram, mas também não atrapalharam muito. 

Pelo menos, no cenário corporativo, as coisas foram mais animadas: a Hering divulgou prévias operacionais ruins e foi punida com fortes quedas, enquanto a Oi anunciou importante desinvestimento e viu suas ações dispararem.

Já nesta semana ficamos de olho na decisão de juros nos Estados Unidos e no momento mais emocionante do ano: a temporada de balanços com os resultados de 2019! A volatilidade com certeza não vai ficar de fora.

Empresas

Pra dar um banho de água fria em parte do otimismo em torno do varejo, em meio à expectativa de retomada da atividade econômica, a Hering (HGTX3) soltou prévias operacionais decepcionantes.

A prévia operacional das vendas de final de ano da Companhia trouxeram queda da receita bruta em comparação ao mesmo período em 2018. Segundo a Empresa, o mal desempenho em dezembro se deve à “ressaca da Black Friday”, em que muitos consumidores anteciparam as compras de natal. 

Entretanto, o mercado não engoliu muito bem essa justificativa. Esperava-se desempenho superior no natal, dando continuidade à percepção de aquecimento econômico observada na Black Friday. As ações da Companhia chegaram a registrar queda de mais de 15% durante a semana.

Na onda da alimentação saudável e crescimento do movimento vegetariano, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) não achou que seria pecado começar a vender “o novo frango”.

A nova linha de frango de “mentirinha”, feito com proteína de ervilha, amido, cebola e extrato de levedura, já está disponível em São Paulo e deve chegar nos outros estados ao longo do trimestre. Apesar de ser uma aposta num mercado inovador, o mercado deu pouca atenção ao fato.

A Camil (CAML3) divulgou um Fato Relevante informando a aquisição de uma operação de “pet food” no Chile. Em um negócio de aproximadamente R$200 milhões, a Empresa, que já possui uma marca de arroz líder de mercado no país, leva as marcas e a planta industrial da operação pet das Empresas Iansa.

A aquisição marca o início da atuação da Camil no segmento pet, aumenta em cerca de 40% a receita da Empresa no Chile e tem potencial para destravar valor com sinergias entre as operações, com o aproveitamento do canal de vendas da Tucapel, a marca de arroz comprada pela Companhia em 2009.

No início dos anos 2000, o sonho de muitos adolescentes da época era o chip 31 anos da Oi. Pois é, esses adolescentes cresceram, muitos deles se tornaram acionistas daquela que antes apenas embalava suas ligações de final de semana. Quando dizemos que muitos se tornaram acionistas da Oi (OIBR3), não estamos exagerando. 

Atualmente, OIBR3 e OIBR4 compõem em peso a carteira de vários investidores brasileiros. Mas o que motivou tantas pessoas a encarteirar o papel? Seria seu preço atrativo (menos de R$1,00)? Seria a esperança de que a recuperação da Empresa está por vir? Seria a nostalgia teen? Talvez, mas acreditamos que a tomada de decisão não é bem por aí. Então vamos aos fatos. 

Depois de perder muito espaço no mercado para seus concorrentes e ainda enfrentar um dos piores processos de recuperações judiciais, finalmente a Oi começou a colocar em prática o seu plano de reestruturação. Mas esse assunto não é nenhuma novidade para o mercado, afinal, não é de agora que a Oi tem deixado claro sua estratégia de desinvestimento. O que ligou o sinal de muita gente foi a recente conversa entre a Oi, a Unitel e a Sonangol. 

Oi: “Chega, vamos vender tudo o que não é estratégico! Torres, data centers, imóveis e ainda aquela nossa fatia de 25% que temos da Unitel“. Sonangol: “Olá Oi, temos interesse em comprar essa fatia da Unitel. Tá aqui, US$ 1 bilhão.”. 

A conversa não aconteceu necessariamente dessa maneira, mas a grande questão é que o valor arrecadado nessa transação pode ajudar (e muito) o quadro financeiro da Oi, que atualmente tem queimado bastante caixa para continuar tocando suas atividades operacionais.

A grande verdade é que a venda da participação da Unitel não resolve por completo a vida da Oi, muita coisa ainda precisa ser feita. Mesmo assim, OIBR3 e OIBR4 subiram mais de 5% e 15%, respectivamente. Nos resta agora acompanhar os próximos passos do plano de recuperação da Empresa. A única certeza que temos é que a Oi vai dar o que falar por um bom tempo. 

(Redação – Investimentos e Notícias)