Banco Central erra ao subir juros, diz Paulo Skaf

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp e Ciesp - criticam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic em 0,5 pp, passando a 11,75% a.a.

Nova alta da Selic visa conter o consumo e evitar repasses nos preços neste final de ano, diz coordenador da FASM

O Comitê de Política Econômica (Copom) elevou nesta quarta-feira (3) a taxa básica de juros (Selic) em 0,5. Com isso, a taxa encerra o ano em 11,75%. “Era uma atitude aguardada pelo mercado, tendo em vista que a inflação continua sendo pressionada e existe a perspectiva de que ultrapasse os 6,5% ao ano. A medida tende a evitar essa situação, colocando um freio no consumo, especialmente em época de Natal, e para minimizando os possíveis repasses de preços”, avalia o coordenador da graduação de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM.

“Não é o remédio adequado no momento”, diz presidente da ACSP sobre decisão do Copom

"A decisão do Copom de aumentar em 0,5 ponto percentual a Selic surpreendeu negativamente os empresários, pois todos os indicadores mostram que o nível da atividade econômica está muito fraco e, com a elevação dos juros, a economia deverá desacelerar ainda mais. A resistência da inflação não decorre de excesso de demanda, como revelou a informação sobre o consumo das famílias divulgada pelo IBGE, pelo que o aumento da Selic não é o remédio adequado no momento”, afirma Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

(Redação - Agência IN)

FecomercioSP aprova elevação da Selic para 11,75%

O Banco Central decidiu, em reunião do Copom finalizada hoje (3), por elevar a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual (p.p.). Com isso, a taxa chegou aos 11,75%, o maior patamar em três anos. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), essa atitude confirma o discurso do presidente da instituição, Alexandre Tombini, de intensificar o combate à inflação. A alta também pode ser encarada como um novo sinal de que a "guinada" ortodoxa do governo é para valer e, portanto, deve ser assimilada pelos mercados.

FIRJAN insiste na redução do gasto público para controle da inflação

O cenário para a política econômica é desafiador. A economia brasileira deve encerrar 2014 com crescimento do PIB próximo de zero e inflação muito perto do teto da meta estabelecida. Para 2015, as expectativas apontam para um crescimento do PIB inferior a 1% e inflação ainda mais elevada, em especial por conta da necessidade de correção dos preços administrados.

"Banco Central erra ao subir juros", diz Paulo Skaf

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp e Ciesp - criticam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic em 0,5 pp, passando a 11,75% a.a.

Jurômetro FIESP atinge R$ 253,2 bi em 2014

Nesta terça-feira (02/12), às 11h30, o Jurômetro da FIESP indicava que o governo brasileiro havia pago, desde o início do ano, 253,2 bilhões de reais em juros. Há um ano, no mesmo horário, o gasto com juro s calculado pelo Jurômetro era de R$226 bilhões.

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