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Relator da CPI abre possibilidade de debater a legalização do jogo

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O deputado federal Odair Cunha (PT-MG), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga o bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi entrevistado pelo jornalista Kennedy Alencar no programa “É Notícia” veiculado pela RedeTV!.

No terceiro bloco da entrevista, o apresentador Kennedy Alencar pergunta a Odair Cunha sobre a proibição e regulamentação dos bingos no Brasil e o relator mostrou-se favorável em debater esse tema na CPMI.

Kennedy Alencar – Já que a gente falou muito do Carlos Cachoeira, queé um bicheiro, um contraventor conhecido, a legalização do bingo, a legalização do jogo no Brasil. Muita gente argumenta: olha o cidadão, até o Hélio Schwartsman escreveu na Folha de São Paulo na última sexta-feira uma coluna muito interessante, no caso ali a vítima ela participa, ela quer jogar, a vítima ajuda o criminoso, nesse sentido é diferente de uma vítima que não quer ajudar o criminoso, não concorda com o criminoso, a vítima está sujeita ali a um roubo é uma coisa. No caso o cidadão quer ir em um bingo, quer jogar. Eu pergunto para o Senhor: esse argumento de que legalizar o bingo seria melhor, porque você poderia cobrar impostos, tem a loteria que a Caixa federal, a Mega-Sena, ou seja, que faria sentido legalizar porque acabaria diminuindo a própria criminalidade.

Odair Cunha – Este é um tema que nós vamos debater na CPMI, vazer propostas. A princípio, eu compreendo que a legalização facilitaria a lavagem de dinheiro. Porque o grande problema não é o jogo em si ou a sua legalização, mas outros esquemas que poderiam ser acobertados pela legalização.

Kennedy Alencar – Esquentar o dinheiro do crime...

Odair Cunha – Por exemplo.

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Sobre a lavagem de dinheiro...

Com frequência, representantes do poder público manifestam que seria difícil controlar e fiscalizar as operações de jogos de azar no Brasil com o jogo legalizado e fiscalizado pelo Estado. Na verdade, com apenas dez servidores para mapear a bandalheira no sistema bancário, o COAF não tem condições de fiscalizar absolutamente nada. O problema não é a esperteza dos operadores, mas a incompetência do Estado.

Estado mínimo para cuidar do dinheiro

O jornalista Lauro Jardim, editor da coluna Radar Online da Veja.com informou os problemas enfrentados com a falta de pessoal do principal órgão de controle de lavagem de dinheiro do país.

“Criado em 1998 para interceptar toda sorte de falcatruas no sistema bancário, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) acumula em seu histórico cerca de 6 milhões de ocorrências. Desse total, 1,2 milhão foi comunicado ao COAF apenas em 2011. As chamadas “movimentações financeiras atípicas”, que podem ser transações milionárias lícitas ou para lá de ilícitas, geram diariamente 5.000 comunicações ao COAF.

Com tantas movimentações a monitorar, sabe quantos funcionários integram os quadros do órgão? Exatos 42 servidores, segundo dados do presidente Antonio Gustavo Rodrigues remetidos à CPI mista do Cachoeira. Rodrigues enviou documento aos parlamentares para tentar evitar que dois de seus servidores fossem designados para atuar exclusivamente a serviço dos parlamentares da CPI.

Uma questão de prioridade

Na carta enviada por Antonio Gustavo Rodrigues à CPI mista do Cachoeira, o presidente do COAF explica que apenas dez dos 42 servidores do órgão “desempenham atividades de análises de informações financeiras”. Destacar dois para auxiliar a CPI seria um grande problema para o órgão. Mas uma revelação de Rodrigues, quase em tom de desabafo, mostra como o governo trata com desleixo os mecanismos de fiscalização da bandalheira no sistema financeiro brasileiro. Diz Rodrigues:

“Destaque-se que essa situação do COAF é basicamente a mesma desde 2005, tendo sido inclusive objeto de recomendações da CPMI dos Correios”.

Ou seja, desde 2005 o governo recebe reclamações da estrutura minúscula do órgão, mas prefere criar uma infinidade de cargos (um ministério inteiro, como no caso da Pesca) desimportantes a reforçar as defesas do governo contra lavagem de dinheiro e outros antigos e conhecidos pecados da humanidade”.

Mito: lavar dinheiro em bingo é caro e perigoso

Um dos discursos mais utilizado pelos atores políticos e agentes públicos contrários a legalização dos bingos, é que esta atividade é 'propícia a lavagem de dinheiro'. Todos acusam, mas até hoje nenhum personagem explicou as vantagens existente neste ambiente para propiciar o branqueamento de capitais nos bingos e videobingos. Uma análise nos percentuais dos tributos demonstra que estão profetizando uma grande bobagem.

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FBM ganha prêmio ‘Ás de Ouro’ no México

O prêmio internacional ‘Ás de Ouro’, que é outorgado anualmente pela revista ‘Casinos de Latinoamérica’, foi entregue este ano a FBM durante a exposição ELA 2012 do México. A FBM, que tem DNA brasileiro, recebe os méritos pela sua excelente participação na feira mexicana.

O prêmio é mais um reconhecimento do sucesso da FBM no mercado latino americano e foi recebido pelo presidente da empresa, Rui Francisco; diretor de Negócios, Robson Gabriotti e diretor Técnico, Renato Almeida.

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FBM apresenta seus lançamentos na G2E- ASIA

Depois do sucesso de seus equipamentos na ELA 2012 do México, a FBM marca presença na maior feira do segmento de jogos do mercado asiático, a G2E-Ásia. A FBM está apresentando em seu estande as máquinas, jogos e os últimos lançamentos da empresa.

Em seu sexto ano, a G2E Ásia tornou-se o grande centro de reunião para a emergente indústria do jogo da região. Não é só Macau que capta a atenção dos operadores e fabricantes, mas grande parte da Ásia está experimentando um crescimento da indústria, que reflete na tradicional Global Gaming.

Enquanto os operadores locais e de Singapura, Tailândia, Vietnã, Camboja, Coréia, Filipinas e Japão passeiam pelos corredores, os fabricantes apresentam seus novos produtos para ganhar terreno em um mercado tão competitivo como atrativo.