Desde que vim morar aqui, perdi as contas da quantidade de visitas que já recebi e é muito engraçado ver como as pessoas são diferentes, mas hoje não vou entrar nesse mérito. Contudo, aqui está um tema que o meu “lado de psicóloga” terá que abordar um dia.
Estes dias estive a full com a visita de uma amiga. Adoro receber visitas, porém, tenho que confessar que isso esgota qualquer pessoa. Afinal, quem vem está a passeio, quer curtir tudo, mas eu tenho que continuar com as minhas obrigações.
Como era a segunda vez dela aqui, sugeri fazermos um programa distinto: ir a Colonia del Sacramento, no Uruguai. Ela topou e decidimos passar um dia lá.

Uns quatro dias antes, comprei um “day tour” por internet para o domingo, dia 20. Recebi um email de confirmação com um link para imprimir o cartão de embarque. Como não conseguia imprimi-lo, no dia seguinte liguei para a empresa (Colonia Express) para me informar como teria que proceder. Depois de algumas perguntas, a atendente me disse que a viagem estava ok e que teríamos que nos apresentar no local uma hora antes do embarque.
Perguntei sobre a volta e, para minha surpresa, não constavam nossas passagens de volta. Nem preciso dizer que fiquei desesperada, né? Tive que ligar no dia seguinte e a mulher resolveu o problema.
A viagem foi tranquila, mas o barco me decepcionou um pouco.
O lugar é uma graçaaa... Uma cidadezinha colonial, à beira d´água, fundada por portugueses, patrimônio da Unesco, repleta de pousadas, restaurantes e galerias.

Recorremos toda a cidade, passando pela Calle de los Suspiros, o Museu Municipal, o Farol, a Plaza Mayor, o Museu Naval, várias lojinhas e almoçamos num restaurante maravilhoso que eu consegui esquecer o nome.





O histórico e o vizinho centro comercial ocupam uma peninsulazinha que avança no Rio da Prata. No lugar de traineiras e escunas, Colonia exibe veleiros e iates (no portinho da costeira norte) e ferry-boats (no terminal hidroviário da costeira sul).
O centrinho histórico tem um passeio â beira-rio murado, voltado para o poente, o Paseo San Gabriel.

Pouco resta da arquitetura original portuguesa; talvez o traçado, algumas casas e o calçamento pé-de-moleque, com canaleta no centro, da Calle de los Suspiros. A maioria das edificações é colonial espanhola ou neoclássica, com uma ou outra casa mais moderna no meio.

A Plaza Mayor, no coração do centro histórico, está mais para o Quadrado de Trancoso do que para qualquer outra praça de cidade colonial brasileira.

Outra diferença: o entorno do centro histórico é muito mais bonitinho e arrumado do que o que estamos acostumados. O centro comercial de Colonia também tem seu charme.Não sei se o interior do Rio Grande ainda tem cidades assim, que escaparam ao crescimento desordenado.

O centro histórico está repleto de restaurantes. Um dos mais chiques é o Mesón de la Plaza, que tentamos ir, mas, depois de horas esperando para sermos atendidas, acabamos desistindo e fomos no tal que não lembro o nome, mas onde comemos muito bem – eu pedi peixe e a minha amiga carne e ambos estavam deliciosos.
Fora deste centro: trata-se de um lugar cuja visita não requer nenhum esforço além do de chegar lá. Caminhar, fotografar, tomar um café ou uma taça de vinho ao sol. Comprando apenas um ingresso pode-se visitar todos os museus da cidade.

Depois de todas as nossas andanças e uma parada básica num supermercado para comprar um vinho e “desovar” os pesos uruguaios que tinham sobrado, fomos para o porto para pegar o barco de volta a Buenos Aires.

Chegando lá, outra surpresa: haviam me informado o horário errado da nossa viagem e o barco já havia partido. Desespero total! Depois de muito perrengue, conseguimos trocar as passagens para a volta seguinte, que seria quase cinco horas depois.
Bom, o que podíamos fazer? Eu tinha que voltar no mesmo dia de qualquer jeito. Voltamos para o Centro e resolvemos tomar um “Clerico” (típica bebida uruguaia, estilo a sangria, mas feita com vinho branco) no El Drugstore, que tem uma decoração divertida e ambiente agradável. Acabamos fazendo amizade com um casal de ingleses e também aproveitamos para fofocar mais.

Um pouco depois das onze da noite, conseguimos chegar a Buenos Aires. Havia planejado leva-la ao Casino de Puerto Madero e jantar em algum restaurante deste bairro, mas estávamos tão exaustas que resolvemos ir para casa.
Apesar de todos os “apertos”, a viagem valeu a pena.









