Consumidores apostam cada vez mais em cartões de débito e crédito

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Consumidores apostam cada vez mais em cartões de débito e crédito Divulgação Consumidores apostam cada vez mais em cartões de débito e crédito

Foi-se o tempo em que a maioria das pessoas usava cheque para fazer compras. Graças à praticidade e à segurança dos cartões de crédito e de débito, muitos têm recorrido a eles na hora de pagar as contas. De acordo com dados do BC (Banco Central) divulgados este mês, foram realizadas 1,3 bilhões de transações com cheques, que equivalem a uma queda de 9,3% em relação a 2013. O número atual representa o menor volume desde 2007, data do início do relatório. O estudo apontou ainda que, com a queda do uso dos cheques, as outras formas de pagamento cresceram consideravelmente: 18,89% por meio de cartão de débito, 16,7% com débito diretor e 11,69% por cartão de crédito.

Carmem Stoppa, proprietária de três lojas da grife Jorge Bischoff – uma em Rio Preto (SP), instalada no Shopping Iguatemi, e outras em Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG) –, comenta que optou por não trabalhar com cheque desde que abriu a primeira loja. “Não aceitamos cheques, pois não faltam casos de prejuízos causados por essa prática; além disso, os cartões são sempre mais práticos, tanto para os nossos clientes, que já estão habituados com essa forma de pagamento, quanto para a nossa administração financeira”, afirma a proprietária.

Mercado de cartões

O BC apontou que, em 2013, o faturamento dos mercados de cartões de crédito atingiu R$ 534 bilhões, e o de débito, R$ 293 bilhões, trazendo um crescimento de, respectivamente, 14,7% e 23,4% em relação ao ano anterior.

Para Hipólito Martins, economista das Faculdades Dom Pedro II, o crescimento se deu graças à condição econômica em que o país se encontra. “Como a inflação está relativamente baixa e a renda média das famílias aumentou, o comportamento das pessoas mudou: alguns preferem o cartão de débito, débito direto ou a compra com dinheiro à vista e outros optam pelo prazo do cartão de crédito”, explica Martins, que aposta que o crescimento dessa forma de pagamento irá aumentar ainda mais nos próximos anos “Além de dar escolhas à pessoa, os cartões são mais práticos e seguros. A tendência é que esse número cresça a cada ano”.

(Redação – Agência IN)