Taxa média das operações de crédito ficou em 21,1% em junho

  •  
Taxa média das operações de crédito Foto: Divulgação Taxa média das operações de crédito

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as operações com recursos livres e direcionados, situou-se em 21,1% a.a. em junho, apresentando variações de -0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em doze meses. No âmbito do crédito livre, a taxa média apresentou estabilidade no mês, situando-se em 32% a.a., com alta de 5,4 p.p. em doze meses, enquanto, no crédito direcionado, a taxa média atingiu 7,8% a.a., após redução de 0,6 p.p. no mês e aumento de 0,7 p.p. em relação a junho de 2013. Dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC).

Nas operações para pessoas físicas, o custo médio manteve-se em 27,9% a.a. em junho, assinalando alta de 3,7 p.p. em doze meses. Nas contratações com recursos livres, a taxa média elevou-se 0,5 p.p. no mês, para 43% a.a., refletindo as altas respectivas de 3 p.p. e 0,6 p.p. nas modalidades cheque especial e crédito pessoal. No âmbito dos recursos direcionados, o custo médio alcançou 7,7% a.a., após queda de 0,2 p.p. no mês.

No segmento de pessoas jurídicas, a taxa média situou-se em 15,7% a.a., apresentando redução de 0,6 p.p. no mês e alta de 1,6 p.p. em doze meses. As operações com recursos livres atingiram taxa média de 22,6% a.a., após redução de 0,4 p.p. no mês, influenciada pelas quedas de 1,2 p.p., 0,8 p.p. e 0,7 p.p. nas modalidades repasses externos, conta garantida e desconto de duplicatas, respectivamente. No âmbito das operações com recursos direcionados, o custo médio atingiu 7,9% a.a., com queda de 0,8 p.p. no mês, refletindo a redução de 1 p.p. nos financiamentos a investimentos com recursos do BNDES.

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 12,7 p.p., após recuo de 0,1 p.p. no mês e elevação de 1,8 p.p. em doze meses. Os spreads relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas alcançaram, na ordem, 19,1 p.p. e 7,7 p.p. No crédito livre, o spread alcançou 20,9 p.p. (alta de 0,3 p.p. no mês), enquanto nas operações com recursos direcionados, recuou 0,5 p.p., para 2,8 p.p.

A inadimplência do sistema financeiro, que corresponde às operações com atrasos superiores a noventa dias, reduziu-se para 3%, com declínios de 0,1 p.p. no mês e 0,4 p.p. em doze meses. Nos créditos às famílias, o indicador atingiu 4,3% (redução de 0,2 p.p. no mês) e, nos empréstimos às empresas, permaneceu em 2%. Nos segmentos de recursos livres e direcionados, as taxas de inadimplência reduziram-se para 4,8% (queda de 0,2 p.p no mês) e 1% (queda de 0,1 p.p. no mês), respectivamente.

(Redação - Agência IN)