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Peça “O Sumiço da Santa” estreia em setembro em Salvador

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Estreia no dia 14 de setembro a primeira adaptação para o teatro do livro “O Sumiço da Santa”, obra do escritor baiano Jorge Amado publicada pela primeira vez em 1988. A adaptação, que foi feita pelos dramaturgos Gil Vicente Tavares e Claudio Simões e cuja direção é assinada por Fernando Guerreiro, vem se juntar às comemorações oficiais pelo centenário do escritor. A montagem ficará em cartaz no Teatro Acbeu, de sexta a domingo, às 20h, com ingressos a preços populares, R$30 e R$15 [meia-entrada]. A produção é da Janela do Mundo e da Multi Planejamento Cultural, com patrocínio da Chesf e Embasa e apoio cultural do Banco do Nordeste.

“O Sumiço da Santa” relata os transtornos pelos quais passa a cidade de Salvador depois do sumiço de uma imagem de Santa Bárbara vinda de Santo Amaro para uma exposição de arte sacra. A história se passa durante a ditadura militar e reúne religiosidade e política num só texto, permeado por um realismo fantástico e bastante humor, com aquele toque de crônica do cotidiano soteropolitano de Jorge. “É uma aventura divertida, com bastante agilidade e cenas curtas”, garante Guerreiro, cuja marca profissional é a comédia.

O elenco foi escolhido de acordo com o perfil dos personagens e, claro, visando a qualidade técnica. Ana Cecília Costa [“Cordel Encantado”; “Capitães da Areia”] volta aos palcos baianos depois de 20 anos para fazer a personagem Manela, sobrinha da Adalgisa interpretada por Andrea Elia [“As Velhas”; “Boca de Ouro”]. Marinho Gonçalves, Agnaldo Lopes, Deilton José e Marcelo Praddo formam com elas o núcleo central da trama. Denise Correia, Laís Lopes, Mariana Borges, Mariana Passos, Uilian dos Santos e Victor Kizza completam o elenco.

A montagem ganhou um tema original especialmente composto pelo maestro Letieres Leite, que assina a direção musical. Na trilha sonora, músicas dos anos 1970 remetem à época em que se passa a história e cantos religiosos – do catolicismo e do candomblé – celebram Santa Bárbara e Iansã. As canções contam um pouco da história e, principalmente, compõem o clima das cenas. Guerreiro explica a opção: “Jorge Amado é totalmente musical. A cada cena que se lê, é possível imaginar qual música estaria tocando ao fundo”.

Fernando Guerreiro é uma das figuras mais importantes do teatro baiano. Com 35 anos de carreira, é um dos fundadores da Companhia Baiana de Patifaria e dirigiu espetáculos de sucesso como “Os Cafajestes”, “Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia” e “Pólvora e Poesia”, com o qual foi laureado como melhor diretor pelo Prêmio Braskem.

Em “O Sumiço da Santa”, Guerreiro volta com tudo ao humor peculiar que marca seu trabalho e também enche o palco de música e da poesia visual com que Jorge Amado descreve a Bahia, uma mescla de religiosidade e política com o humor com que o baiano costuma tratar suas tragédias. “Jorge Amado é um grande cronista da Bahia e da cidade de Salvador. Esta montagem é uma mostra da nossa diversidade pintada com cores tropicalistas”, completa.

(Redação - Agência IN)

Tags: CULTURA