Pessoas com maior escolaridade se interessam mais por educação a distância, revela pesquisa

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6% dos entrevistados disseram já ter feito um curso a distância (Foto: Divulgação) 6% dos entrevistados disseram já ter feito um curso a distância

Os cursos a distância são reconhecidos pela população brasileira como uma estratégia importante para ampliar o acesso à educação. Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope identificou que 79% dos brasileiros com mais de 16 anos acreditam que essa modalidade de ensino é uma solução para levar educação a mais pessoas. A percepção positiva, todavia, ainda não se transformou em interesse: apenas 6% dos entrevistados disseram já ter feito um curso a distância.

O levantamento foi realizado com 2.002 entrevistas com pessoas com mais de 16 anos em 143 municípios. Os resultados darão subsídios para definir a oferta de vagas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Atualmente, a instituição oferece 181 cursos (seis técnicos, 28 de qualificação, 12 de iniciação profissional e 135 entre os de aperfeiçoamentos e pós-graduação) na modalidade a distância.

Os dados revelaram que pessoas com ensino superior completo são as que mais fizeram cursos a distância. Entre as que têm o ensino fundamental completo, apenas 2% já tiveram essa experiência. O índice sobe para 6% entre as com nível médio e atinge 17% entre as de nível superior.

No que diz respeito à eficácia do ensino a distância, 43% dos brasileiros consideram que o ensino a distância funciona na prática. Outros 34% afirmam que não funciona. A percepção sobre o aproveitamento dos cursos também melhora conforme aumenta a escolaridade. Entre os que têm até a quarta série do ensino fundamental, 30% acreditam na eficácia dos cursos a distância. É essa a opinião de 52% entre os que têm ensino superior completo.

As razões que levam os estudantes a optarem por um curso a distância são prioritariamente a flexibilidade de horário de estudo (25%) e o preço (24%). O fato de não haver deslocamentos diários para as aulas é outra razão importante, referida por 18% dos entrevistados.

Outra pesquisa, sobre a percepção da população sobre a educação profissional, informa que 40% das pessoas que nunca fizeram cursos de formação profissional alegam falta de tempo para estudar. “Vemos aí um grande espaço para a ampliação da educação profissional a distância”, afirma o gerente executivo de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, Felipe Morgado.

Nos cursos a distância oferecidos pelo SENAI para formação de trabalhadores, os conteúdos são apresentados com vídeos, animações, simulações e livros elaborados exclusivamente para as situações de aprendizagem. As aulas práticas, que correspondem a, pelo menos, 20% da carga horária, são ministradas nos polos de apoio presencial localizados principalmente nas escolas do SENAI. Em 2013, foram feitas 865 mil matrículas nessa modalidade de ensino. Ainda para 2014, está prevista a aprovação da oferta de cursos a distância pelo Programa Nacional de Apoio ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que deve impulsionar a realização de 1 milhão de matrículas.

(Redação – Agência IN)