Redação pode definir o futuro do aluno

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Redação pode definir o futuro do aluno (Foto: Divulgação) Redação pode definir o futuro do aluno

Novembro está chegando e com ele o calendário das provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), Unesp, Unicamp e Fuvest, principais e mais disputados do país. Uma boa redação tem um peso de até 20% na nota final e, desta maneira, certamente define se o candidato terá sucesso e conseguirá a tão sonhada vaga.

Há em São Paulo um curso livre, especializado em ensinar aos vestibulandos técnicas de redação por meio de um método inovador, que vai na contramão dos conceitos tradicionais ensinados nos cursinhos. Trata-se do Laboratório de Redação (localizado na AV. Paulista, 807), tendo à frente o professor Adriano Chan. Considerando os resultados dos alunos que estudam pelo Laboratório, essa metodologia – se bem aplicada – é praticamente infalível: dos seus 400 alunos, cerca de 82% foram aprovados em universidades públicas brasileiras.

Considerando especificamente a redação, os números seguem expressivos: das 66 redações do Enem 2016 que obtiveram notas máximas em todo o Brasil, oito foram de alunos do Laboratório de Redação. Das 13 notas máximas em redação da Fuvest 2017, oito foram de estudantes do curso. Já nos vestibulares da Vunesp, 28 notas máximas em redação têm como autores candidatos que estudaram no Laboratório de Redação.

Mas qual seria o segredo do sucesso deste método? Adriano, que é formado em Letras com ênfase em Latim e Português e tem especialização em Linguística e em Filosofia, mestrado em Comunicação, explica que trabalha com foco na utilização da Linguística Cognitiva, que organiza o pensamento criativo, indo no sentido contrário ao que os professores – sobretudo de cursinhos – costumam ensinar, chamado de estruturalista, com fórmulas que engessam a criação.

“No Laboratório, os alunos têm aulas de leitura e de filosofia, em que conhecem mais profundamente o pensamento de grandes filósofos, para criar ideias próprias. Desta maneira, eles desenvolvem o senso crítico e a capacidade de usar, em seus textos, sistemas de organização de pensamento complexos”, detalha o professor. Ele acrescenta ainda que em suas aulas busca “auxiliar a organizar o pensamento criativo do aluno, para que ele crie uma forma, de dentro para fora e não ao contrário como é preconizado nas teorias tradicionais”.

Entretanto, ele faz questão de ressaltar que “mais do que ajudá-los a passar no vestibular, o curso visa ampliar os conhecimentos dessa meninada. Eles leem Nietzsche, Ernst Cassirer, Simone de Beauvoir, Immanuel Kant. E entendem. E se apaixonam pelas ideias”.

(Redação – Agência IN)