Preços de imóveis comerciais mantém trajetória de declínio

Preços de imóveis comerciais mantém trajetória de declínio (Foto: Divulgação) Preços de imóveis comerciais mantém trajetória de declínio

O Índice FipeZap Comercial – que acompanha o preço médio de conjuntos e salas comerciais de até 200 m² em 4 municípios brasileiros – registrou nova retração nos preços em outubro. No caso dos imóveis colocados à venda, houve queda de 0,67% no último mês, enquanto o preço médio de locação apresentou recuo de 0,37%, no mesmo período. Em 2017, o Índice FipeZap Comercial acumula queda nominal de 3,65% e 3,80%, respectivamente, nos preços de venda e locação de conjuntos e salas comerciais. Vale ressaltar que, dentre as cidades monitoradas, apenas em Belo Horizonte a variação observada no preço de venda de imóveis comerciais é positiva neste ano (+1,66%), inferior à inflação acumulada até outubro (+2,21%, segundo dados do IPCA/IBGE).

Nos últimos 12 meses, observa-se queda de 4,11% no preço médio de venda de imóveis comerciais, ao passo que o preço médio de locação recua 4,16%. Tendo em conta a inflação acumulada de 2,70% no período (IPCA/IBGE), a queda real é de 6,63%, no preço de conjuntos e salas comerciais à venda, e de 6,68% no preço das unidades destinadas para locação.

O investimento em imóveis comerciais tem oferecido um retorno médio inferior ao CDI desde 2014 – diferencial que se acentuou a partir de 2015. Nos últimos 12 meses, o CDI apresentou uma rentabilidade de 12,0%, mas os proprietários de imóveis comerciais obtiveram um retorno médio de 1,6% - percentual que inclui a renda média do aluguel e a taxa de valorização dos ativos.

Em outubro de 2017, o valor médio do m² anunciado nos municípios monitorados foi de R$ 9.724, no caso de imóveis comerciais à venda, e R$ 41,00, na locação. Rio de Janeiro se manteve no topo do ranking de venda, com o preço de venda mais caro por m² (R$ 10.547), enquanto São Paulo lidera com o maior preço médio de locação (R$ 44,27) e a maior taxa de rentabilidade do aluguel, com retorno anualizado de 5,6%.

(Redação - Investimentos e Notícias)