Vendas de imóveis novos em SP recuam em maio

  •  
Imóveis novos Foto: Divulgação Imóveis novos

A Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário do mês de maio aponta que as vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo mantiveram ritmo semelhante aos dos últimos meses do ano. Na Capital, foram comercializadas 2.080 unidades, resultado 3,1% menor que o de abril, com 2.147 imóveis vendidos.

De acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), que realiza a pesquisa mensalmente, o VGV (Valor Geral de Vendas) de maio foi de R$ 1,35 bilhão, montante 0,6% superior ao VGV de abril (R$ 1,34 bilhão, corrigido pelo INCC-DI).

As vendas de 2.080 unidades de maio de 2014 foram 36,5% inferiores às registradas no mesmo mês de 2013 (3.278 unidades);

Nos últimos 12 meses, o indicador VSO (Vendas sobre Oferta) foi de 55%. Ou seja, no primeiro ano de lançamento foram comercializadas, em média, 55% das unidades dos empreendimentos residenciais na cidade de São Paulo;

O segmento de 2 dormitórios respondeu por 71,9% das vendas do mês, com 1.496 unidades escoadas;

Unidades de 3 dormitórios vêm em seguida, com 465 imóveis vendidos, o equivalente a 22,4% do total;

A soma de unidades de 2 e 3 dormitórios representou 94,3% das vendas em maio deste ano;

Aproximadamente 76,3% das unidades vendidas no mês foram de lançamentos realizados nos últimos seis meses.

Em maio, conforme dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas 2.681 unidades contra as 2.358 de abril - uma variação positiva de 13,7%. Comparativamente ao volume lançado no mesmo mês de 2013 (2.372 unidades), a variação passa a ser de 13%.

O segmento de 2 dormitórios representou 54,6% dos lançamentos, com 1.464 unidades.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas acumuladas de 7.982 unidades foram 41,4% inferiores ao mesmo período de 2013, com 13.628 comercializações. Os lançamentos de 8.947 unidades de janeiro a maio deste ano foram 14,0% menores diante das 10.409 unidades lançadas no mesmo período do ano passado.

Em maio, foram vendidas 3.332 unidades na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), o que significa alta de 15% em comparação aos resultados de abril (2.898 vendas).

Com relação ao volume de lançamentos, a RMSP registrou crescimento de 23,2% em maio (4.121 unidades) comparado a abril (3.345 unidades).

A Capital apresentou, no mesmo mês, uma queda de 3,1% nas vendas comparativamente ao mês anterior. No entanto, as demais cidades da RMSP foram responsáveis pela comercialização de 1.252 imóveis, um crescimento de 66,7% em relação a abril.

No total das vendas de maio na RMSP, a cidade de São Paulo respondeu por 62,4% e as demais cidades participaram com 37,6%.

A cidade de São Paulo foi responsável por 65% dos lançamentos da RMSP e continua a ter maior participação nas vendas. De acordo com Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, o preço da terra, principal insumo do setor, e a cobrança excessiva de contrapartidas pelo poder público municipal interferem no preço final do imóvel na cidade de São Paulo. "Com os novos cálculos de outorga onerosa propostos pelo Plano Diretor, aprovado em 30 de junho, essa situação poderá se agravar ainda mais", destaca o dirigente.

Os resultados do acumulado de janeiro a maio, provavelmente, foram influenciados por grandes eventos como Carnaval em março, mudança no calendário das férias escolares e Copa do Mundo, que concentraram a atenção da população e da mídia por um longo período do ano, aliados ao desempenho abaixo do esperado da economia e a pressão inflacionária. "Esses fatores impactaram negativamente o mercado imobiliário de São Paulo. No entanto, existe a tendência de o mercado imobiliário se recuperar no segundo semestre com um maior volume de lançamentos e com produtos pouco explorados nos últimos anos, como os imóveis de 3 e 4 dormitórios", avalia Kallas.

(Redação - Agência IN)