Ata do FOMC e votação do foro privilegiado foram destaques da última semana

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Ata do FOMC e votação do foro privilegiado foram destaques da última semana Foto: Divulgação Ata do FOMC e votação do foro privilegiado foram destaques da última semana

No mercado internacional, a semana foi marcada pelo baixo volume nas bolsas norte-americanas por causa do feriado de Ação de Graças, que deixou o mercado fechado na última quinta-feira (23). Por aqui, a reforma da Previdência segue no radar dos agentes financeiros locais, mantendo os indícios de que a reforma pode ter dificuldades em ser aprovada na Câmara dos Deputados.

BRASIL
Medida pelo IPCA-15, a prévia da inflação oficial ficou abaixo do esperado pelos analistas do mercado. O índice registrou 0,32% em novembro, ocasionando em queda em relação ao mês anterior. No acumulado anual, houve avanço de 2,58% correspondendo à menor variação para o período desde o ano de 1998. 

De acordo com previsões do Banco Central, os investimentos diretos no país (IDP) deverão ter queda até dezembro, fechando em US$ 75 bilhões. Em outubro, os ingressos seguiram robustos, somando US$ 8,240 bilhões, mas a expectativa oficial é que em novembro o valor caia pela metade.

Cenário Político
Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve em pauta o julgamento da proposta que pretende limitar o foro privilegiado a crimes cometidos por parlamentares durante e em razão do mandato. 

Durante a votação, a maioria dos ministros se colocou a favor de restringir o foro privilegiado. No entanto, o ministro Dias Toffoli pediu mais tempo para estudar o processo e, com isso, interrompeu uma decisão final pela corte.

O jantar oferecido a parlamentares pelo presidente Michel Temer em busca de apoio para a reforma da Previdência contou com apenas 170 participantes, contra os 300 que esperados pelos organizadores. O governo precisa de 308 votos para aprovar as mudanças previdenciárias. 

Apesar da baixa adesão ao jantar, o Palácio do Planalto segue somando esforços para aprovar as medidas até o início de dezembro na Câmara dos Deputados. Como a versão completa da reforma gera polêmicas, foi apresentada uma nova versão, mais enxuta, e que conta com alterações na regra de cálculo dos benefícios nos regimes de aposentadoria do setor público e privado, entre outros. 

Cenário corporativo
As ações preferenciais da Vale (VALE5) foram negociadas na B3 apenas até a última sexta-feira (24). A partir de agora,somente serão negociadas as ações ordinárias (VALE3). A mudança faz parte dos preparativos para adesão ao Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da Bolsa de Valores brasileira

As ações preferenciais da Eletropaulo (ELPL4) também deixarão de ser negociadas na Bolsa a partir desta semana. Agora, passarão a ser negociadas apenas as ações ordinárias da companhia (ELPL3). Assim como a Vale, a empresa está em processo de transição para o Novo Mercado. 

Nessa semana, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating em moeda local da Localiza (RENT3) de ‘BBB’ para ‘BBB-’ e manteve a perspectiva estável. Além disso, os acionistas da companhia aprovaram o desdobramento de ações da companhia, na proporção de uma para três, que foi implementado na quinta-feira (23). 

O Conselho de Administração da BRF (BRFS3) confirmou o nome de José Aurélio Drummond Jr. para o cargo de diretor-presidente. Ele substituirá Pedro Faria, antigo CEO da empresa

MUNDO
EUA
Essa semana foi marcada pelo baixo volume nas Bolsas norte-americanas devido ao feriado de Ação de Graças, que deixou o mercado fechado na última quinta-feira (23) e com o horário reduzido no pregão de sexta-feira (24). 

Na última semana o destaque foi a divulgação da ata da reunião de política monetária do FOMC, que não trouxe grandes surpresas. A ata apontou que os integrantes devem elevar a taxa de juros no “curto prazo” por causa do fortalecimento da economia, embora alguns membros tenham defendido que o movimento ainda depende de um fortalecimento da inflação. 

O índice de gerentes de compra (PMI) do país desacelerou de outubro para novembro, indicando ritmo de crescimento mais fraco em quatro meses. O PMI industrial caiu de 54,6 para 53,8 na passagem de outubro para novembro, enquanto o indicador de serviços caiu de 55,3 para 54,7.

EUROPA
A Ata do Banco Central Europeu (BCE) sugeriu que parte dos integrantes do conselho da instituição se mostrou desconfortável com a ausência de um fim claro para o programa de compras de ativos. 

O cronograma original prevê seu encerramento em setembro de 2018, mas Mario Draghi, presidente do BCE, informou que a maioria do conselho preferiria ter um programa sem data final. No programa de compra de ativos, o BCE adquire uma variedade de ativos, como obrigações de dívida pública e obrigações de empresas, com o objetivo de influenciar as condições financeiras da região. 

A zona do euro registrou índice de gerentes de compras (PMI) composto em 57,5 pontos em novembro, de 56 pontos em outubro. Este é o melhor resultado em mais de seis meses, mostrando fortes indícios de expansão da atividade econômica e fortalecimento das empresas.

ÁSIA
Na China, as autoridades tomaram iniciativas para coibir a proliferação de pequenas empresas de crédito online. As movimentações vem dias depois da indicação de que se pretende reforçar a supervisão dos serviços de gestão de recursos oferecidos por instituições financeiras do país. 

No Japão, as exportações cresceram 14% em outubro, ficando abaixo do esperado que era de 15,5%. Segundo com o Ministério das Finanças do país, o resultado foi decorrente da forte demanda por carros e ferramentas para fabricar semicondutores.

(Redação - Investimentos e Notícias)