Bolsas dos Estados Unidos encerram em alta, em momento de expectativa de posicionamentos políticos vindos da Europa. Desta forma, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,39% aos 13.168 pontos; o S&P 500 teve elevação de 0,51% a 1.401 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq valorizou 0,87% aos 3.015 pontos.
Segundo Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, os investidores operam com otimismo diante de novas perspectivas econômicas apresentadas na Europa, como a aprovação do plano de austeridade na Itália.
Na Europa, as bolsas encerram em alta, com a elevação da confiança dos investidores no cenário do continente. Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 fechou com ganhos de 0,19% aos 5.819 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve alta de 0,52% aos 6.954 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valorizou 1,45% aos 3.450 pontos.
Entre as notícias em destaque está a aprovação do orçamento da Itália pelo Parlamento, em turno final, com uma previsão de gastos que impõe um rigoroso plano de austeridade. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro italiano, Mario Monti, e prevê economia de 26 bilhões de euros até 2014. Na Europa, a Itália é um dos países que mais sofrem com os impactos da crise econômica internacional.
Na agenda europeia, o Office Nactional Statistics (ONS) divulgou que em junho, o indicador que mede a produção industrial do Reino Unido apontou queda de 4,3% em comparação com o mesmo período de 2011.
E como não era difícil de prever, os novos pedidos à indústria na Alemanha caíram 1,7% no mês de junho em comparação com o mês imediatamente anterior, segundo dados divulgados hoje, 07, pelo Ministério da Economia do país. É importante ressaltar que os números apontam uma desaceleração em um momento delicado para a região.
Sem uma agenda de destaque, em Wall Street, os investidores operaram de olho na Europa e as bolsas encerraram com valorização.
No país apenas foi apresentado o crédito ao consumidor norte-americano, que registrou alta de US$ 6,46 bilhões no mês de junho, chegando a US$ 2,577 trilhões, segundo os dados divulgados hoje, 07, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Analistas esperavam uma alta de US$ 10 bilhões.
Entre as notícias corporativas, o gigante americano do refinanciamento hipotecário, Freddie Mac, organismo semipúblico, anunciou nesta terça-feira um lucro líquido de US$ 1,21 bilhão no segundo trimestre, o que contrasta com as perdas registradas em períodos anteriores.
(Lygia Gil – Agência IN)


