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Bolsas dos EUA valorizam em dia de pregão fraco

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Bolsas dos Estados Unidos conseguem reverter as quedas do início do pregão e encerram positivas, mesmo com cenário de desaceleração econômica vindo da China. Desta forma, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,32% aos 13.207 pontos; o S&P 500 teve elevação de 0,22% a 1.405 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq valorizou 0,07% aos 3.020 pontos.

As bolsas mundiais operaram de olho na Balança Comercial da China, que apresentou um superávit reduzido em julho, onde as exportações aumentaram apenas 1% (totalizando US$ 176,9 bilhões) na comparação com o mesmo mês em 2011 e as importações subiram 4,7% (a US$ 151,8 bilhões).

No Velho Continente as bolsas encerraram em alta, em um momento de expectativa de decisões econômicas para o continente. Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 fechou com perdas de 0,08% aos 5.847 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve queda de 0,29% aos 6.944 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizou 0,61% aos 3.435 pontos.

A agenda econômica europeia trouxe dados relevantes, mas que ficaram em segundo plano diante das notícias vindas da China.

Foi apresentado o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) do Reino Unido, que ficou estável em julho, frente ao mês anterior que registrou queda de 0,6%, segundo informou hoje, 10, pelo Office for National Statistics, agência de estatística do país.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC, ou CPI na sigla em inglês) da Alemanha avançou 0,4% em julho se comparado com junho, mas subiu 1,7% no acumulado em 12 meses, informou o departamento federal de estatísticas, Destatis.

Além de todo esse cenário, a expectativa em torno dos Bancos Centrais que devem adotar medidas econômicas continua no foco dos investidores.

Sem uma agenda de destaque, em Wall Street, as bolsas operaram voltadas também para a China e encerraram em leve alta.

Entre as notícias em destaque, o diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Francisco Graziano da Silva, pediu aos Estados Unidos a suspensão da produção de etanol a base de milho para evitar uma crise alimentar mundial, em um artigo publicado pelo jornal britânico Financial Times.

A seca que afeta os Estados Unidos teve um grande impacto nas colheitas e provocou fortes tensões nos mercados das commodities agrícolas. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgado nesta semana destaca que apenas 23% das plantações de milho estavam em um estado bom a excelente.

(Lygia Gil – Agência IN)