Bolsas operam de lado com dados globais

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Bolsas operam de lado com dados globais Divulgação Bolsas operam de lado com dados globais

As principais bolsas de valores globais apresentam movimentos opostos nesta quarta-feira, 04, influenciadas por dados divulgados ao redor do mundo. Aqui no Brasil, o Ibovespa recua 0,49%.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em direções divergentes. Enquanto o enfraquecimento do iene impulsionou as ações japonesas, a bolsa chinesa voltou a exibir variação negativa.

Já na Europa, as bolsas operam sem definir uma tendência, com investidores no aguardo da reunião de amanhã do Banco Central Europeu. Há pouco, o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,07%, aos 9.926 pontos. E o índice FTSE-100 opera com perdas de 0,26%, aos 6.818 pontos. E o CAC 40 desvalorizava 0,06%, aos 4.501 pontos.

Entre os dados da região, o Eurostat anunciou que a Eurozona cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2014. O resultado para o quarto trimestre de 2013 foi revisado para cima, de 0,2% a 0,3%.

Além disso, o Markit Economics revelou que em maio, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha avançou a 56 pontos, após ter registrado 54,7 pontos no mês anterior.

Do lado corporativo, a empresa estatal mexicana Pemex anunciou a venda de 7,86% do grupo espanhol Repsol por € 2,092 bilhões (US$ 2,85 bilhões), o que acaba com as divergências entre os dois grupos.

Em Wall Street, bolsas apresentam ganhos, com investidores avaliando dados locais. Com isso, o índice Dow Jones sobe 0,04% aos 16.728 pontos; o S&P 500 avança 0,14% a 1.927 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta ganhos de 0,41% aos 4.251 pontos.

O Departamento do Trabalho dos EUA anunciou que a produtividade no país registrou uma queda maior do que o esperado no primeiro trimestre, devido a um inverno rigoroso que afetou a atividade econômica. A produtividade baixou 3,2% entre janeiro e março em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, marcando sua maior queda em seis anos e um nítido retrocesso em relação a uma primeira estimativa de baixa de 1,7% publicada em maio.

Contudo, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que o déficit comercial registrou um forte aumento em abril, ao alcançar o maior nível em dois anos. O déficit foi de US$ 47,2 bilhões, em dados corrigidos de variações sazonais, um aumento de 6,9% na comparação com março. O resultado surpreendeu os analistas, que esperavam um saldo negativo menos pronunciado, de 2,2%.

Entretanto, a atividade no setor de serviços nos Estados Unidos cresceu mais que o previsto em maio, segundo o índice dos diretores de compras divulgado pela associação profissional ISM. O índice ISM do setor não industrial situou-se em 56,3% em maio, 1,1 ponto percentual a mais do que em abril (55,2%).

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas em linha com o exterior. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,49%, aos 51.776 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.565 bilhão.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que em abril de 2014, a produção industrial nacional assinalou decréscimo (-0,3%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segundo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de 0,8%.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2017, o mais negociado, apresentava taxa anual de 11,87%.

Para finalizar, o dólar opera com alta de 0,35%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,286.

(MR – Agência IN)