Com manutenção da taxa de juros, investimentos em renda fixa continuam atraentes

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Com manutenção da taxa de juros, investimentos em renda fixa continuam atraentes Foto: Divulgação

Pela nona vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros básicos em 14,25%. Para o economista da Órama Alexandre Espirito Santo, não há surpresa na decisão. Ele ainda acredita que os juros poderão começar a cair a partir da reunião de outubro, isso, enfatiza, caso haja uma evolução satisfatória das medidas fiscais que precisarão ser aprovadas no Congresso, como a PEC dos gastos e as reformas da previdência e trabalhista. "Isso ficou muito claro no comunicado do comitê, divulgado após a reunião. Do contrário será complicado iniciar o processo de afrouxamento monetário já", analisa.

É certo que a queda do PIB no 2º trimestre, divulgado ontem pelo IBGE, mostra um quadro de ociosidade na economia que até ajuda na redução dos preços. "O problema é que não está ocorrendo na velocidade que o Banco Central esperava. Assim, como bancos centrais devem primar pelo conservadorismo, não se pode descartar que o início da redução da SELIC seja postergado, talvez até para o início de 2017", completa Alexandre.

Com os juros estabilizados, a consultora de investimentos da Órama, Sandra Blanco, afirma que as aplicações em renda fixa seguem com excelentes retornos. "Ainda é um bom momento para as aplicações em títulos prefixados ou atrelados à inflação e fundos multimercado, que vão se beneficiar do ciclo de corte de juros mais a frente", aposta a consultora.

Neste ano, a expectativa do Governo para a inflação é de 7,3%, basicamente a mesma prevista por analistas do mercado financeiro. De acordo com o Banco Central, o IPCA de 2016 deverá ficar em 7,34% e, o de 2017, em 5,14%.

(Redação - Agência IN)