Como o dólar reagirá ao impeachment?

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Como o dólar reagirá ao impeachment? (Foto:Divulgação) Como o dólar reagirá ao impeachment?

Não é novidade o fato de o dólar estar estável na semana do impeachment. O mercado financeiro sempre antecipa e precifica o que acontecerá no futuro próximo. A cotação próxima de R$ 3,20 já embutia o provável afastamento da presidente Dilma Roussef. O que determinará se a moeda americana irá subir ou cair são outros fatores que vão além da troca do presidente da República. “O cenário internacional tende a se sobrepor às circunstâncias domésticas, em especial com foco na recuperação da economia norte-americana. Como o investidor estrangeiro enxergará essa nova etapa da economia, a política econômica dos EUA com possível elevação ou não da taxa de juros e, no âmbito nacional, o ajuste fiscal são os fatores que irão determinar os próximos passos”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

A baixa oscilação da moeda americana já era esperada. “Posições vendidas já haviam sido tomadas, antecipando assim o fato agora consumado. O real foi a moeda mais valorizada do mundo em 2016. Desta forma, existe pouco espaço para uma valorização ainda maior, sem que ocorra outros fatores que impulsionem”, observa Bergallo.

Sobre o futuro do dólar, o especialista comenta que o Banco Central não conseguirá segurar a cotação. “Apesar dos leilões de swap reverso terem seu efeito, eles não são determinantes. O mercado é soberano. Se o capital estrangeiro entrar em grande escala e o mundo começar a olhar o Brasil com boas perspectivas, não existe Banco Central que segure”, dispara o Diretor de Câmbio da FB Capital. Sobre a cotação para 31 de dezembro deste ano, Bergallo estima abaixo de R$ 3,00. “Acreditamos no dólar próximo de R$ 2,90, principalmente se a equipe do ministro da fazenda conseguir implementar seu plano econômico”, finaliza.

(Redação – Agência IN)