Compra de títulos públicos cresce e bate recorde de inscritos

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Compra de títulos públicos cresce e bate recorde de inscritos Foto: Divulgação Compra de títulos públicos cresce e bate recorde de inscritos

Com a desaceleração econômica e a queda no rendimento da poupança, uma boa alternativa encontrada pelos brasileiros é investir no Tesouro Direto. O programa foi criado a partir da parceria entre o Tesouro Nacional e a Bovespa para permitir que investidores adquiram títulos públicos através da internet. 

A simplicidade e acessibilidade do programa tem atraído cada vez mais pessoas em busca de melhores investimentos. Em junho de 2016, o número de investidores inscritos bateu recorde. Foram mais de 66 mil cadastros no mês, correspondendo à maior quantidade já verificada desde o início do programa, em 2002.

O perfil de investidores presentes no Tesouro Direto é de maioria masculina, sendo que os homens correspondem a mais de 76%. Mais de um terço deles, ou seja, 34% tem idade entre 26 e 55 anos e quase 70% dos inscritos se encontram na região Sudeste do país. 

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O total de investidores cadastrados atualmente já ultrapassou o patamar dos 830 mil. No comparativo com 2015, houve salto de 60% nos últimos doze meses. Com relação aos investidores ativos, isto é, aqueles que além de registrados também possuem aplicações, chegou a 306.680. Com isso, o percentual de crescimento, em comparação ao ano passado, chega a quase 87%.

Ainda em junho, o estoque do Tesouro fechou o mês com uma soma de R$ 32,8 bilhões. O valor corresponde a um avanço de 3,5% no comparativo com maio deste ano, quando o estoque era de R$ 31,7 bilhões. Em relação a junho de 2015, a diferença é ainda mais evidente, já que o crescimento foi de quase 80%. 

Grande parte do volume de estoque é devido aos títulos remunerados por índices de preços, que chegam a 61,8% do total. Em segundo lugar, vêm os títulos indexados à taxa básica de juros, Selic, com 20,6% e na terceira colocação tem-se os títulos prefixados com 17,5%.

No que se refere aos prazos, a maioria das aplicações, cerca de 58%, é composta por títulos com vencimento entre 1 a 5 anos. Títulos acima de dez anos com 17% e os com prazo entre 5 e 10 anos, com 14%, vêm em seguida. Por último estão as aplicações que vencem em até 1 ano. 

Os títulos mais procurados pelos investidores são aqueles indexados ao IPCA, chamados de Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Estas aplicações foram responsáveis por quase 60% das vendas em junho. Os indexados à Selic corresponderam 31,6% das vendas e os prefixados, como o Tesouro Prefixado e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, tiveram 9,5% de vendas.

No que tange ao prazo de emissão, 68% das vendas no sexto mês de 2016 foram de aplicações que vencem entre 1 ano e 5 anos. Em segundo, vêm os com vencimento acima de 10 anos com quase 20% e, por fim, os com prazo entre 5 e 10 anos com 12,2%.

Devido à baixa exigência de capital para começar a investir, os pequenos investidores são maioria no Tesouro Direto. As vendas de até 5 mil reais foram responsáveis por cerca de 72% das vendas realizadas em junho. Sendo que apenas as aplicações até mil reais foram mais de 54 mil ou 43% das vendas no mês. Com um total de 126.159 vendas em junho, o valor médio por aplicação no mês foi de R$ 10.184,06.

O crescimento do interesse pelos títulos públicos está diretamente atrelado às adversidades econômicas que o Brasil está passando. O aperto nas contas faz com que os brasileiros busquem formas de como economizar dinheiro e fazê-lo render. Outro fator, porém, também pode ter influência nesse aumento de participação. O Tesouro Direto também pode ser usado como margem de garantia para comprar e vender ações na Bolsa de Valores.

Deste modo, muitos investidores estão se encantando pela possibilidade de ter seu capital rendendo em dois lugares ao mesmo tempo, já que essa margem de garantia permite que o dinheiro permaneça na aplicação de renda fixa.

Ser sócio de empresas renomadas e aproveitar excelentes oportunidades de ganho no Mercado de Ações, tem conquistado cada vez mais os brasileiros. Além do mais, a bolsa se mostrou o investimento com maior rentabilidade no primeiro semestre de 2016, superando até mesmo os títulos públicos.

Quer entender melhor como isso ocorreu? Veja um infográfico sobre a Bolsa de Valores e os melhores investimentos de 2016.

(Redação Agência IN)