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Fluxo estrangeiro e balanços garantem 10ª alta do Ibovespa

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Apesar da instabilidade das bolsas de valores norte-americanas, o Ibovespa encerrou em alta pelo décimo pregão consecutivo. A divulgação de balanços corporativos domésticos positivos e os indicadores econômicos mistos nos Estados Unidos nortearam os negócios. Com isso, o índice acionário subiu 0,84%, aos 67.515 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 6,456 bilhões. No mês, o Ibovespa cresceu 10,7%. Embora o índice não tenha apresentado crescimento superior a 0,5% durante o dia (na média), pressionado pelo desempenho de Wall Street, a pontuação se aproximou dos 68 mil diante da leve melhora das bolsas norte-americanas próximo do fechamento da sessão.

 

"A palavra de ordem hoje foi volatilidade. O mercado começou a ficar otimista, no entanto, indicadores confusos nos Estados Unidos geraram clima de indefinição", afirmou Márcio Santos, diretor-presidente da Corval Corretora, considerando que a boa safra de balanços nacional e o fluxo estrangeiro deixaram o Ibovespa no azul.

O executivo se referiu ao resultado trimestral da Vale. A mineradora brasileira registrou incremento no lucro líquido do segundo trimestre deste ano de 344%, somando R$ 6,635 bilhões. As ações (PNA) da companhia finalizaram em alta de 0,35%.

Na contramão, papéis do setor de siderurgia destacaram-se entre as maiores oscilações negativas do Ibovespa. Os da Usiminas (PNA) caíram 4,66%, enquanto que os da Gerdau (PN) desceram 1,85%. Para o diretor-presidente da Corval Corretora, o balanço da Usiminas prejudicou o desempenho das ações do segmento, uma vez que as perspectivas para os próximos números não são bons.

Na outra ponta, os ramos de consumo e construção civil continuaram na liderança positiva do índice acionário como, por exemplo, ações da Lojas Renner (ON) que subiram 8,22%. Neste mesmo sentido, as da Redecard (ON) fecharam com ganhos de 2,11%. A empresa anunciou lucro líquido de R$ 374,5 milhões no segundo trimestre de 2010, com acréscimo de 9,1%, na variação anual.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos em direções opostas gerou volatilidade nos mercados acionários. Isso porque o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,4% entre abril e junho, ficando um pouco abaixo do estimado por analistas, enquanto que a confiança do consumidor marcou 67,8 pontos, superando as estimativas. "A economia norte-americana cortou o ritmo de recuperação", concluiu Santos.
(Déborah Costa - Agência IN)

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