Ibovespa acompanha exterior e sobe 1,37%

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Ibovespa acompanha exterior e sobe 1,37%  (Foto: Divulgação) Ibovespa acompanha exterior e sobe 1,37%

Nesta sexta-feira, 26, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta ganhos em linha com o mercado externo. Há pouco, o índice, valorizava 1,37%, aos 56.727 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.199 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a busca por proteção ao redor do mundo influenciou a bolsa brasileira ontem. Além do temor em relação ao possível confisco de ativos pela Rússia, dados de dias anteriores ajudaram a aumentar a aversão ao risco, como números mais fracos de atividade na Zona do Euro e temores em relação à economia chinesa, mesmo depois da previa do PMI de manufatura ter superado as expectativas no início da semana. A pesquisa Vox Populi pode animar os mercados, uma vez que, embora Dilma ainda apareça na frente de Marina no segundo turno, desta vez a diferença diminuiu e voltou a mostrar empate técnico. Entretanto, em termos de pesquisas, o mercado espera a divulgação Datafolha.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Petrobras (PN) que avançavam 4,49% e a Petrobras (ON) que apresentavam alta de 4,41%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Usiminas (PNA), que recuavam 2,91% e o BBSeguridade (PNA) que apresentavam revés de 2,41%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas manteve a trajetória de declínio observada ao longo de 2014 no trimestre findo em setembro, ao variar -8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, as taxas de variação haviam sido de -6,3%, em julho, e -7,3%, em agosto.

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que em agosto, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,48% quando comparado a julho, número superior ao observado na comparação entre julho e junho (-0,28%). O dado positivo de agosto é o primeiro após uma série de cinco resultados negativos, sendo, entretanto, menor do que o de fevereiro de 2014 (0,52%). O acumulado em 2014 ficou em 1,10%, contra 0,62% em julho.

Além disso, o Banco Central (BC) anunciou que em agosto, as operações de crédito do sistema financeiro apresentaram expansão maior que a observada no mês anterior, a despeito do menor número de dias úteis, dois a menos que julho, refletindo a retomada sazonal da demanda de crédito livre pelas empresas e pelo setor rural, bem como a expansão sustentada do crédito imobiliário.

No exterior os Estados Unidos ganham destaque. O crescimento da economia dos EUA foi revisado em alta no segundo trimestre, confirmando a recuperação após a contração registrada no período anterior, como já esperavam os analistas, na terceira estimativa divulgada pelo Departamento do Comércio. O Produto Interno Bruto (PIB) americano progrediu 4,6% em ritmo anual de abril a junho, dentro da média das previsões dos analistas.

Para finalizar, a confiança dos americanos teve um leve aumento em setembro, em relação ao mês anterior, apesar de ficar abaixo do esperado pelos analistas, de acordo com uma segunda estimativa da Universidade de Michigan. O indicador registrou 84,6 em setembro na segunda estimativa, que permaneceu sem alterações em relação à primeira. Isso marca uma alta de 2,1 pontos em comparação com o mês de agosto.

(MR – Agência IN)