Ibovespa descola do exterior

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Ibovespa descola do exterior    (Foto: Divulgação) Ibovespa descola do exterior

Nesta quarta-feira, 11, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta ganhos, influenciado por dados políticos. Há pouco, o índice, valorizava 1,08%, aos 55.192 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.834 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o ambiente interno esta propício para a melhora da bolsa no cenário de enfraquecimento do governo. O resultado das pesquisas eleitorais nos últimos dias não trouxe mudança substancial no quadro eleitoral, mas a proximidade do vencimento de opções na segunda-feira e do índice futuro abre espaço mais seguro para que os comprados garantam resultados nos próximos dias. A agenda econômica é fraca e os mercados externos ensaiam realização. A correlação com o desempenho externo não tende a ser aderente, uma vez que o cenário político favorável no momento deixa os ativos “estatais” atraentes, como Petrobras e Banco do Brasil. Setores ligados ao mercado externo permanecem desafiadores e devem ainda ser evitados.  

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Energias (ON) que avançavam 3,63% e a Tractebel (ON) que apresentavam alta de 2,37%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Oi (PN), que recuavam 2,63% e o Santander (UNT) que apresentavam revés de 1,43%.

Na véspera, a pesquisa Ibope apontou que 38% das intenções de voto são para a atual presidente do país, Dilma Rousseff. Na pesquisa anterior, Dilma aparecia com 40% das intenções. Aécio Neves passou de 20% para 22% em junho.  

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que em abril de 2014, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação negativa (-0,3%) frente a março na série livre de influências sazonais. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,3%), pressionado em grande parte pela redução no total do pessoal ocupado em 13 das 18 atividades, com destaque para as indústrias de produtos de metal.

No exterior, o Banco Mundial reduziu ontem sua projeção de crescimento global, alegando que uma confluência de eventos, da crise na Ucrânia ao clima excepcionalmente frio nos Estados Unidos, prejudicou a expansão econômica no primeiro semestre do ano. A instituição projetou que a economia mundial crescerá 2,8% neste ano, abaixo da previsão feita em janeiro, de 3,2%, mas expressou confiança de que a atividade já está mudando de rumo para uma base mais sólida.

Para finalizar, na China, os gastos fiscais saltaram 24,6% em maio ante o ano anterior, informou o Ministério das Finanças, destacando a intensificação dos esforços do governo para fortalecer a economia. Os gastos fiscais totais em maio subiram para 1,3 trilhão de iuanes (US$ 208,75 bilhões), acelerando ante alta de 9,6% nos quatro primeiros meses do ano.

(MR – Agência IN)