Ibovespa despenca com quadro eleitoral

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Ibovespa despenca com quadro eleitoral (Foto: Divulgação) Ibovespa despenca com quadro eleitoral

Nesta segunda-feira, 29, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas influenciado por pesquisa eleitoral. Há pouco, o índice, desvalorizava 3,98%, aos 54.937 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 4.033 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a decepção com pesquisas eleitorais e o a inexistência de fato relevante que possa mudar o jogo eleitoral faz estragos na bolsa nessa segunda-feira. Havia esperança de que novas denúncias em revistas semanais poderiam abalar a candidatura do governo. Agora, o que se precifica é a probabilidade cada vez maior do governo conseguir mais quatro anos de mandato. As incertezas quanto ao novo comando na fazenda e o discurso menos comprometido com austeridade fiscal do governo, deixa os mercados nervosos. Claro que a eleição não está decidida ainda, mas a situação do governo é confortável no quadro atual. No exterior, distúrbios na Hong Kong aumenta o sentimento de aversão ao risco e deixa as bolsas europeias no campo negativo.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Embraer (ON) que avançavam 1,15% e a BBSeguridade (ON) que apresentavam alta de 0,96%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Petrobras (PN), que recuavam 9,31% e a Petrobras (ON) que apresentavam revés de 8,83%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,20% em setembro. Em agosto, o índice variou -0,27%. Em setembro de 2013, a variação foi de 1,50%. A variação acumulada em 2014, até setembro, é de 1,76%.

Além disso, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que na medição a previsão para a taxa de câmbio em 2014 subiu para R$ 2,35. Para 2015 a taxa ficou em R$ 2,45.

No exterior, o índice de sentimento econômico na Área do Euro chegou a 99,9 pontos em setembro, dentro do esperado, mas recuando ante a marca de 100,6 pontos registrada em agosto. Para tanto, o índice de confiança do consumidor seguiu em -11,4 pontos, enquanto que o de serviços avançou de 3,1 para 3,2 pontos e o da indústria passou de -5,3 para -5,5 pontos.

Para finalizar, o consumo dos americanos registrou uma alta maior que a prevista em agosto, enquanto as rendas aumentaram como previam os analistas, segundo dados publicados pelo departamento do Comércio. Os gastos com o consumo aumentaram 0,5% em agosto em relação ao mês anterior, em dados corrigidos de variações sazonais, enquanto que os analistas estimavam que a alta seria de 0,4%. As rendas, por sua vez, cresceram 0,3%.

(MR – Agência IN)