Ibovespa recua à espera de pesquisas eleitorais

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Ibovespa recua à espera de pesquisas eleitorais (Foto: Divulgação) Ibovespa recua à espera de pesquisas eleitorais

Nesta terça-feira, 30, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas, com investidores à espera da divulgação de pesquisa eleitoral. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,06%, aos 54.047 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 3.238 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o pior pregão em mais de três anos foi a consequência da consolidação do quadro eleitoral favorável á reeleição. O temor de que nada mude na atual política econômica traz o receio de que o crescimento continue baixo. Mais que isso, risco de rebaixamento da nota soberana cresce e os temores inflacionários reacendem com a alta do dólar. A situação externa já não ajuda muito, mas o quadro interno é decisivo para a piora. Para hoje, volatilidade permanece com pesquisas eleitorais sendo anunciadas, mas o principal efeito já foi sentido ontem. Talvez tenhamos mais do mesmo, ou seja, Dilma na frente com favoritismo para segundo turno. Alguma acomodação pode até ocorrer, o mercado externo abre mais positivo e os riscos sentidos com os protestos em Hong Kong perdem força na manhã dessa terça-feira. A confirmação da distribuição de dividendos por parte da Vale pode ajudar na recuperação do ativo.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Cemig (PN) que avançavam 3,23% e o Santander (UNT) que apresentavam alta de 1,33%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Brasil (ON), que recuavam 6,52% e a Rossi (ON) que apresentavam revés de 5,31%.

Do lado corporativo, a Vale anunciou ontem, 29, que a Diretoria Executiva aprovou e submeterá à deliberação do Conselho de Administração proposta para pagamento da segunda parcela de remuneração mínima aos acionistas da Vale em 2014, no valor de US$ 2,1 bilhões, conforme anunciado ao mercado em 30 de janeiro de 2014, equivalente a US$ 0,407499945 por ação ordinária ou preferencial em circulação, com base no número de ações em 29 de agosto de 2014 (5.153.374.926).

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,8% entre agosto e setembro de 2014, ao passar de 83,4 para 81,1 pontos. Após a nona queda consecutiva, o índice atinge o menor patamar desde março de 2009 (77,1 pontos).

No exterior, o desemprego permaneceu estável, a 11,5%, em agosto na Eurozona, segundo a primeira estimativa da agência europeia de estatísticas Eurostat. De acordo com os dados, 18,326 milhões de pessoas estavam desempregadas em agosto, 137.000 a menos que em julho e 834.000 a menos que em agosto de 2013, quando o índice atingiu 12%.

Para finalizar, a Eurozona registrou um índice de inflação de 0,3% em setembro, segundo a primeira estimativa da agência europeia de estatísticas Eurostat, o que representa o menor nível desde outubro de 2009 e 0,1% a menos que em agosto. Em setembro de 2013, a inflação no bloco foi de 1%, recordou a Eurostat.

(MR – Agência IN)