Ibovespa recua com desvalorização da Vale

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Ibovespa recua com desvalorização da Vale (Foto: Divulgação) Ibovespa recua com desvalorização da Vale

Nesta quinta-feira, 25, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas, influenciado pela desvalorização das ações da Vale. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,12%, aos 56.189 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.796 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, deixando pesquisas eleitorais de lado, ontem a bolsa brasileira acompanhou seus pares internacionais e interrompeu a sequência de cinco pregões de queda. Com a atual situação das pesquisas eleitorais fica cada vez mais difícil precificar uma maior probabilidade de resultado nas eleições, com isso a tendência é que o índice Bovespa continue operando em torno dos 56.000 pontos, onde a percepção de 50% Marina e 50% Dilma é mais plausível. De qualquer forma, a contínua melhora de Dilma nas pesquisas atrapalha o mercado, e caso continua, a bolsa pode sofrer ainda mais. Para hoje, novas pesquisas ainda estão no radar. Enquanto isso, a bolsa deve acompanhar a correção norte-americana.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Eletropaulo (PN) que avançavam 2,52% e a MRV (ON) que apresentavam alta de 1,76%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Brasil (ON), que recuavam 4,57% e a Usiminas (PNA) que apresentavam revés de 2,96%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda de 0,11% na terceira semana de setembro, contra os 0,17% registrados na segunda semana do mês. Nesta apuração, os itens de Alimentação e Despesas Pessoais estão pesando mais no orçamento doméstico, passando de 0,09% para 0,35% e 0,06% para 0,20% respectivamente.

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desocupação de agosto (5,0%) não teve variação estatisticamente significativa nem em relação a julho (4,9%) nem a agosto de 2013 (5,3%). Foi a menor taxa para um mês de agosto em toda a série da pesquisa, iniciada em março de 2002. A população desocupada (1,2 milhão de pessoas) também ficou estável em ambas as comparações.

Além disso, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que após sugerir alguma melhora no trimestre findo em agosto, o Índice de Confiança da Construção (ICST) volta a registrar piora relativa no trimestre findo em setembro de 2014, ao variar -12,3% frente ao mesmo período do ano anterior; em agosto, o recuo havia sido de 9,9%. Este é o pior resultado da série nesta base de comparação temporal.

No exterior, o Departamento de trabalho dos Estados Unidos anunciou que os pedidos semanais de seguro-desemprego aumentaram no país, mas a um ritmo menos marcado que o previsto pelos analistas. O Departamento registrou uma demanda de 293.000 pedidos durante a semana encerrada em 20 de setembro, em dados corrigidos de variações sazonais, marcando uma alta de 4,3% em relação à semana anterior.

(MR – Agência IN)