Os investidores ficaram divididos entre dados econômicos que vieram em direções opostas. Na Europa, a notÃcia de que as economias da zona do euro e da União Europeia saÃram da recessão, ao crescerem 0,4% e 0,2%, respectivamente, no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, animou os agentes financeiros.
No entanto, os números não foram suficientes para levarem euforia aos mercados, uma vez que, segundo analistas, o crescimento ocorreu em um perÃodo de estÃmulos econômicos, com injeção de recursos e pacotes.
"Hoje, os agentes se animaram com alguns números melhores na Europa, porém ficaram cautelosos após dados dos Estados Unidos", avaliou Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros.
No âmbito norte-americano, a versão preliminar da confiança dos consumidores ficou abaixo do esperado por analistas, ao recuar para 66 pontos em novembro.
Ainda por lá, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou o déficit da balança comercial avançou para US$ 36,5 bilhões em setembro de 2009, ante resultado negativo de US$ 30,8 bilhões no mês anterior.
Mesmo com estes dados, as bolsas norte-americanas operam no azul. "Talvez os investidores estão analisando que como a confiança dos consumidores não está grande, não haverá pressão sobre os preços, o que consequentemente tira a possibilidade de uma elevação nos juros", acrescentou Monteiro.
E no Brasil, os investidores acompanharam a temporada de balanços corporativos. A Cyrela Brazil Realty lucrou R$ 264,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, com expansão de 239% frente ao mesmo perÃodo de 2008. Instantes atrás, as ações ordinárias da companhia figuravam entre as maiores altas do Ibovespa, com valorização de 4,63%, a R$ 24,17.
Já os papéis da JBS se destacam entre as maiores quedas do Ãndice, com declÃnio de 4,16%, vendidos a R$ 9,20. O lucro lÃquido da empresa somou R$ 151,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a declÃnio de 78,2% na comparação com igual perÃodo de 2008.
Para hoje, o mercado segue na expectativa do resultado trimestral da Petrobras, que será divulgado após o fechamento dos negócios. Há pouco, as preferenciais da estatal subiam 1,08%.
(Déborah Costa - Agência IN)
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