Ibovespa encerra o pregão em baixa, influenciado pela expectativa do mercado externo sobre os resultados das reuniões dos bancos centrais nos Estados Unidos e Europa, que ainda não foram divulgados. Com isso, o Ibovespa, registrou desvalorização de 2,00%, aos 56.097 pontos e giro financeiro de R$ 6,586 bilhões.
Segundo Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, a baixa do pregão nacional também foi motivada pelas baixas das ações da Petro e Banco do Brasil.
No Velho Continente as bolsas encerraram em baixa, com clima de apreensão dos mercados com a reunião de política monetária dos bancos centrais da Europa e Estados Unidos. As expectativas são boas, mas nenhuma medida econômica é garantida. Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 fechou com perdas de 1,02% aos 5.635 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve queda de 0,03% aos 6.772 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizou 0,87% aos 3.291 pontos.
A agenda econômica veio com indicadores importantes, mas diante do cenário de expectativas em relação a medidas econômicas que podem ser tomadas pelo Banco Central, os dados econômicos ficam em segundo plano.
Foi divulgado que o índice de desemprego bateu recorde na Itália em junho, atingindo 10,8%, o nível é o maior desde 2004, quando o índice começou a ser calculado, segundo o Instituto de Estatísticas (Istat). Em maio o índice foi de 10,6%. O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho.
Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda há vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego. O mercado de trabalho alemão mostrou em julho "sinais de uma evolução mais frágil", segundo um comunicado da agência.
Já a inflação na Eurozona permaneceu estável em julho, a 2,4% em ritmo anual, informou a agência de estatísticas europeia (Eurostat).
Entre as notícias econômicas, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o fundo de resgate da Eurozona, captou nesta terça-feira € 1,484 bilhão em obrigações a três anos com uma taxa de juros em baixa recorde de 0,54%.
Em Wall Street o cenário não foi diferente, investidores aguardam com apreensão o término das reuniões do Banco Central do país e da Europa, o que motivou as bolsas a encerrarem em queda.
A agenda econômica do país veio repleta. Foi divulgado que a inflação anual se manteve estável em junho, em 1,5% nos Estados Unidos, segundo o índice de preços associados ao índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), publicado nesta terça-feira pelo departamento de Comércio.
Já o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos subiu para 65,9 pontos em julho, segundo anunciou hoje o Conference Board. Em junho, o índice registrou 62 pontos, após revisão de dados.
Na mesma linha positiva veio o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de atividade industrial de Chicago subiu para 53,7 pontos em julho, em comparação com junho (52,9 pontos), segundo o Instituto para Gestão e Oferta (ISM, na sigla em inglês). O resultado acima de 50 pontos indica expansão da atividade.
Por fim, o índice de preços de imóveis residenciais (S&P/Case-Shiller) dos Estados Unidos apresentou alta de 2,2% em maio, na comparação com abril. Já na comparação anual houve queda de 0,7%.
Por aqui, o Ibovespa sentiu a apreensão da insegurança do mercado externo e finalizou o pregão com queda de 2,00%.
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, veio o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas, que recuou 2,1% entre junho e julho de 2012, na série com ajuste sazonal ao passar de 123,1 para 120,6 pontos. Após a quarta queda consecutiva, o índice chega ao menor patamar desde os 116,2 pontos de agosto de 2009. O resultado confirma o quadro de desaceleração no nível de atividade no setor.
Já o Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve variação de 1,13% em junho de 2012, quando comparado com maio, resultado inferior à taxa observada na comparação entre abril e março (1,69%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por fim, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apontou crescimento de 0,7% em junho sobre maio, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, no entanto, o índice desacelerou 1,4% na comparação com o mês anterior. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira queda, passando para 81% em junho, ante 83,6% em maio deste ano.
Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da USIMINAS (PNA) que avançavam 5,28% e a SID NACIONAL (ON) que apresentavam alta de 3,63%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da TIM PART S/A (ON), que recuavam 5,84% e a PDG REALT (ON) que apresentavam revés de 5,71%.
(Lygia Gil – Agência IN)


