Investidores optam por cautela nesta quinta-feira

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Investidores optam por cautela nesta quinta-feira (Foto: Divulgação) Investidores optam por cautela nesta quinta-feira

As principais bolsas de valores globais apresentam movimento de queda nesta quinta-feira, 25, influenciadas por notícias divulgadas ao redor do mundo. Aqui no Brasil, o Ibovespa recua influenciado pela desvalorização das ações da Vale.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão desta quinta-feira sem direção definida. As preocupações com o ritmo de crescimento chinês continuam no radar e a bolsa de Shanghai fechou praticamente estável na sessão de hoje. No Japão, o sinal foi positivo, com as ações das exportadoras sendo impulsionadas pela desvalorização do iene.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas caminham para um fechamento em queda, após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reforçar a sinalização de adoção de medidas adicionais para que a inflação da Área do Euro (que caminha para deflação) retome à sua meta.

Em Frankfurt, o DAX recua 1,69%, a 9.498 pontos. Em Londres, o FTSE 100 cai 1,13%, a 6.630 pontos, enquanto o CAC 40 tem queda de 1,38%, a 4.352 pontos.

Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas recuam. Com isso, o índice Dow Jones perde 1,19% aos 17.005 pontos; o S&P 500 recua 1,26% a 1.973 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta perdas de 1,70% aos 4.477 pontos.

Hoje, o Departamento de trabalho dos Estados Unidos anunciou que os pedidos semanais de seguro-desemprego aumentaram no país, mas a um ritmo menos marcado que o previsto pelos analistas. O Departamento registrou uma demanda de 293.000 pedidos durante a semana encerrada em 20 de setembro, em dados corrigidos de variações sazonais, marcando uma alta de 4,3% em relação à semana anterior.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas, influenciado pela desvalorização das ações da Vale. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,12%, aos 56.189 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.796 bilhão.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda de 0,11% na terceira semana de setembro, contra os 0,17% registrados na segunda semana do mês. Nesta apuração, os itens de Alimentação e Despesas Pessoais estão pesando mais no orçamento doméstico, passando de 0,09% para 0,35% e 0,06% para 0,20% respectivamente.

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desocupação de agosto (5,0%) não teve variação estatisticamente significativa nem em relação a julho (4,9%) nem a agosto de 2013 (5,3%). Foi a menor taxa para um mês de agosto em toda a série da pesquisa, iniciada em março de 2002. A população desocupada (1,2 milhão de pessoas) também ficou estável em ambas as comparações.

Além disso, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que após sugerir alguma melhora no trimestre findo em agosto, o Índice de Confiança da Construção (ICST) volta a registrar piora relativa no trimestre findo em setembro de 2014, ao variar -12,3% frente ao mesmo período do ano anterior; em agosto, o recuo havia sido de 9,9%. Este é o pior resultado da série nesta base de comparação temporal.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2017, o mais negociado, apresentava taxa anual de 11,90%.

Para finalizar, o dólar avança 1,55%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,425.

(MR – Agência IN)