Novo corte na Selic e tensão em Jerusalém são destaques da última semana

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Novo corte na Selic e tensão em Jerusalém são destaques da última semana Foto: Divulgação Novo corte na Selic e tensão em Jerusalém são destaques da última semana

No Brasil, a retomada das propaganda sobre a reforma da previdência e o corte na taxa Selic foram destaque. Lá fora, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por Donald Trump causou tensão na região.

BRASIL
Na última quarta-feira, 06 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou novo corte na taxa de juros básica. A Selic, que estava em 7,5% ao ano, caiu para 7,0%, atingindo patamar histórico. 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro subiu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o trimestre anterior. O resultado indica terceira elevação seguida. Entre os destaques, está o setor de serviços que teve maior peso na composição do nível de atividade econômica. O consumo das famílias também foi significativo, com alta de 1,2%.

Segundo dados do IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro desacelerou 0,28%, ficando abaixo da expectativa do mercado. No acumulado de 2017, há alta de 2,50%, ficando abaixo do piso da inflação (3,0%) e mais distante do centro da meta (4,5%). Com isso, abre-se espaço para que o Banco Central mantenha o ciclo de queda na taxa de juros.

O Banco Central realizou ofertas de contratos de swap cambial tradicional para rolagem com vencimento em janeiro durante praticamente toda semana. O órgão também proporcionou US$ 2 bilhões das tradicionais linhas de dólares com compromisso de recompra, prática típica de fim de ano, quando se reduz a liquidez do mercado. 

Cenário Político
Suspensa por decisão da juíza federal Rosimayre Gonçalves de Carvalho, a peça publicitária sobre a reforma da Previdência foi liberada para ser retomada pelo governo. A decisão foi do desembargador federal Hilton Queiroz.

A campanha tem por objetivo mostrar quais os benefícios da importância, principalmente no que diz respeito a equidade entre servidores e trabalhadores do setor privado. Enquanto isso, o governo está lançando mão de estratégias para conseguir aprovar a reforma ainda este ano

Cenário Corporativo
Na semana passada, a Petrobras (PETR4) aumentou em 8,9% o preço médio do gás de cozinha. O reajuste foi motivado devido à alta das cotações do produto nos mercados internacionais. 

A Ambev (ABEV3) pagará US$926,5 milhões à E. León Jimenez (ELJ) por 30% da Tenedora, titular de quase a totalidade da Cerveceria Nacional Domenicana. Com isso, a fatia da empresa brasileira na Tenedora aumentará para 85%. 

A Vale (VALE3) realizou uma apresentação especial da empresa em Nova York e Londres, para analistas e investidores. No evento, os principais executivos da mineradora apresentaram o plano estratégico para o próximo ano.

Além da Vale, ocorreram outras reuniões de companhias abertas com analistas, todas em São Paulo. Entre elas: Tenda (TEND3), Hering (HGTX3), Banco ABC Brasil (ABCB4), Banco do Brasil (BBAS3), Alpargatas (ALPA4), Marisa (AMAR3), Parapanema (PMAM3), Alupar (ALUP11), Multiplus (MULT3) e Iguatemi (IGTA3). 

MUNDO
EUA
O avanço das negociações da reforma tributária norte-americana animou o mercado após acerto entre a Câmara e o Senado para tornar um projeto comum em lei até o dia 22 de dezembro. Apesar da boa notícia, o cenário político dos EUA ainda repercute os desdobramentos do depoimento de Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional, admitindo ter mentido ao FBI. 

No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, provocou polêmica ao reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel. A decisão repercutiu negativamente em todo o globo e aumentou a tensão na região.

O Payroll, relatório de emprego dos EUA mostrou uma criação de vagas acima do esperado no período. Além disso, o documento mostrou que a taxa de desemprego se mantém no menor nível em 17 anos, o que indica que a economia norte-americana permanece em ritmo consolidado. 

EUROPA
O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do Euro indicou manutenção no fortalecimento da economia na região, ao mostrar avanço a 57,5 em novembro, de 56,0 em outubro. As vendas do varejo na zona do Euro diminuíram 1,1% em outubro na comparação com o mês anterior, mas registrou alta de 0,4% frente aos números de outubro de 2016.

ÁSIA
O Índice de gerente de compras (PMI) do setor de serviços da China avançou a 51,9 em novembro, ante 51,2 em outubro, expandindo-se em um ritmo mais rápido no último mês. Esse dado mostrou que a economia chinesa manteve a estabilidade, sem risco iminente de um declínio significativo em sua taxa de crescimento. 

As exportações da China cresceram pelo nono mês consecutivo em novembro. Esse movimento se deve especialmente à demanda externa por bens, que permaneceu sólida no período. 

As importações, por sua vez, têm crescido a um ritmo de dois dígitos desde janeiro, aumentando 17,7% em relação a 2016. Por conseguinte, o superávit comercial da China cresceu em novembro e superou expectativas, chegando a US$ 40,21 bilhões.

(Redação - Investimentos e Notícis)