Novo Parlamento da Catalunha e reforma tributária nos EUA são destaques da última semana

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Destaque Novo Parlamento da Catalunha e reforma tributária nos EUA são destaques da última semana Foto: Divulgação Novo Parlamento da Catalunha e reforma tributária nos EUA são destaques da última semana

Os destaque internacional da última semana ficou para a aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos. Na Catalunha, os partidos separatistas ganharam a maioria na eleição para um novo Parlamento. 

No mercado interno as atenções se voltam para a Reforma da Previdência e a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país devido a postergação da data da votação da matéria, agora agendada para fevereiro.

BRASIL
Economia
A estimativa de crescimento do PIB brasileiro subiu de 0,7% para 1%. A alta projetada pelo Banco Central tem destaque para os setores agropecuário e de serviços. As projeções para a alta de exportações também foram elevadas de 3,9% para 5,5%. Já as importações cresceram de 1,9% para 4,6%.

O Banco Central também projeta que o PIB crescerá de 2,2% para 2,6% em 2018. Já inflação deve encerrar 2017 a 2,8%, e chegar a 4,2% no ano que vem.

Reforma da Previdência
Michel Temer, recebeu Mauricio Macri, presidente da Argentina no palácio do Itamaraty, onde foi realizada a reunião de cúpula do Mercosul. Após o episódios, Temer disse que a aprovação da reforma da Previdência na Argentina serve de exemplo para o Brasil.

Com o adiamento da votação da reforma para fevereiro, houve uma alusão à possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do Brasil. O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou que não avaliou junto às agências de classificação de risco as mudanças do rating do Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu que a Embraer continue sendo brasileira. O comentário foi dado em respeito às notícias de que a Boeing tem interesse de adquirir a companhia de aviação brasileira. Ainda no mesmo comentário, o presidente da Câmara afirmou também que a participação de Henrique Meirelles na aprovação da reforma da Previdência é essencial, mas estranhou o fato de o ministro da Fazenda não ter mencionado explicitamente sobre a reforma no programa eleitoral do PSD, seu partido.

Banco Central 
O Banco Central (BC) anunciou nesta semana que decidiu reduzir de 45% para 40% as alíquotas dos depósitos compulsórios à vista dos bancos e de 36% para 34% dos depósitos a prazo das instituições. Quando o BC reduz as alíquotas, ele automaticamente libera mais dinheiro para os bancos emprestarem aos seus clientes. A medida começa a produzir efeitos práticos entre 26 de dezembro e 12 de janeiro. Com essa medida, o BC espera haver uma liberação de R$6,5 bilhões em recursos na economia.

O Banco Central continuou realizando ofertas de contratos de swap cambial tradicional para rolagem com vencimento em janeiro durante praticamente toda semana. Ele também proporcionou US$ 2 bilhões das tradicionais linhas de dólares com compromisso de recompra, prática típica de fim de ano, quando se reduz a liquidez do mercado.

Corporativo
Na última semana, as ações do Burger King (BKBR3) estrearam na Bolsa de Valores. Os papéis foram vendidos a R$18, movimentando cerca de R$2,2 bilhões.

A Vale (VALE3) estreou suas ações no Novo Mercado, na última sexta antes do feriado de Natal.

O destaque da semana ficou para a Embraer que dei às negociações de fusão com a Boeing, chegou a subir quase 40%. A união das empresas pode criar uma gigante global no segmento de aviação.

A companhia área Azul (AZUL4) assinou um acordo com os Correios também na semana passada, para a criação de uma empresa privada de solução de logística, com início previsto para primeiro semestre de 2018.

A Oi (OIBR3) fica, por mais uma vez, no noticiário corporativo. A assembleia geral de credores aprovou nesta semana, depois de 15 horas de deliberação, o plano de recuperação judicial proposto pela companhia, acrescido de sugestões apresentadas pelos credores. A aprovação do plano pelos credores reduz a dívida bruta em 40%.

A Suzano (SUZB3) teve seu rating de longo prazo elevado pela agência de classificação de risco Fitch. Agora, a nota é “BBB-”, com perspectiva estável, ante “BB+”.

MUNDO
EUA
Nos EUA, o destaque ficou para a aprovação da reforma tributária, realizando assim a maior vitória do governo de Donald Trump. O presidente sancionou a reforma na sexta (22), promovendo cortes de US$1,5 trilhão em impostos ao longo dos próximos 10 anos.

O PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de 3,2% no terceiro trimestre sobre o segundo, um pouco abaixo das estimativas que giravam em torno de 3,3%. Ainda assim, apontando para uma atividade forte antes do grande corte de impostos aprovado pelo Congresso.

O índice de preços para as despesas de consumo pessoal (PCE), medida de inflação preferencial do Federal Reserve, subiu 0,2% em relação a outubro e 1,8% em relação ao ano anterior. Depois de tocar a meta anual de 2% do FED no início deste ano, a inflação ficou abaixo deste nível por nove meses consecutivos.

EUROPA
Na Catalunha, os partidos separatistas ganharam a eleição para um novo parlamento, o que mantém a possibilidade de separação da região da Espanha.

O superávit em conta corrente da zona do euro recuou para 30,8 bilhões de euros em outubro (US$36,4 bilhões), face aos 39,2 bilhões de euros de setembro. No acumulado do ano até outubro, o superávit em conta corrente da União Monetária caiu para 3,2% do PIB face aos 3,4% do mesmo período do ano passado.

O índice de preços ao consumidor (CPI) foi de 0,1% em novembro e de 1,5% ao ano, confirmando a estimativa inicial para o período. O núcleo do CPI, que exclui as categorias de alimentos e energia, consideradas voláteis, apontou retração de 0,1% em novembro e alta de 0,9% ao ano

ÁSIA
O Banco do Japão está mantendo sua agressiva flexibilidade monetária e não deu nenhuma indicação que possa considerar mudanças nas políticas. A meta de rendimento dos títulos do governo de 10 anos foi mantida em torno de zero e a taxa de curto prazo em -0,1%.

(Redação - Investimentos e Nottícias)