Os fatores para mais uma diminuição de depósitos

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Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos público Foto: Divulgação Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos público

O Banco Central anunciou hoje (6) os números da caderneta de poupança referente ao mês de junho/2015. Os resultados apresentam uma nova redução no volume dos depósitos, sendo esta a sexta diminuição consecutiva, bem como do saldo líquido negativo, no qual as retiradas foram maiores do que a captação (depósitos) no montante de R$ 6,2 bilhões.

Com isso, de janeiro a junho/2015 o volume total apresentou uma retirada líquida de R$ 38,5 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido no mês de junho um total de R$ 648,7 bilhões contra R$ 648,3 bilhões em maio/2015, e de R$ 662,7 bilhões em dezembro/2014, considerado os rendimentos no período.

O diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), Miguel José Ribeiro de Oliveira, sinaliza que este resultado pode ser atribuído a três fatores listados abaixo:

1) Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos, como o fundo de renda fixa, CDB's, tesouro direto, entre outros, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Dessa forma, os investidores têm retirado suas aplicações na caderneta de poupança migrando estes investimentos para este tipo de aplicação que apresenta uma rentabilidade superior. Em junho/2015 os fundos de renda fixa apresentaram uma rentabilidade de 0,74% contra uma rentabilidade de 0,68% da caderneta de poupança. Em doze meses os fundos de renda fixa tiveram uma rentabilidade de 10,30% contra uma rentabilidade de 7,39% da caderneta de poupança;

2) Retração da economia nacional, com inflação elevada, juros altos, aumento de encargos e impostos, que reduz a renda das famílias dificultando seu orçamento. Com isso acabam acarretando em outros dois fatores:

a) Menos recursos sobram mensalmente para as famílias pouparem;

b) Famílias são obrigadas a resgatarem seus investimentos para complementarem suas rendas e conseguirem pagar seus suas despesas.

Tendências para os próximos meses: Como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2015 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da taxa SELIC elevada, o que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, entre outros fatores) a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue agravado ainda mais a situação em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação dos índices de inadimplência e de desemprego.

(Redação - Agência IN)