Socopa troca Cielo (CIEL3) por Suzano PNA (SUZB5)

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Socopa troca Cielo (CIEL3) por Suzano PNA (SUZB5) Foto: Divulgação

Foram dois fatores chaves que determinaram o comportamento da Bovespa no decorrer da última semana: maior otimismo no cenário internacional e melhora das expectativas em relação ao desempenho da economia doméstica. No computo final do período, o Ibovespa emplacou alta de 2,56%, aos 57.002 pontos – maior patamar desde 15 de maio de 2015.

Falando um pouco do segmento externo, lá fora tivemos, por um lado, a divulgação de dados melhores que o esperado sobre o desempenho da economia dos EUA, com o PMI industrial (dado preliminar) atingindo 52,9 pontos em julho; e, do outro lado, leituras mais negativas sobre a economia na Zona do Euro e Reino Unido. Por lá, o PMI caiu para 52,9 em julho, contra 53,1 anterior. Somados, ambos os indicadores continuaram favorecendo o apetite por risco, diante da leitura de que os bancos centrais da Europa e Japão devem promover novas medidas de estímulo monetário. A declaração do BCE de que está pronto para agir, depois de decidir manter a taxa de refinanciamento zero e a taxa de depósito negativa em 0,4% foi um fator extra que contribuiu para esta leitura.

Ainda no exterior, o FMI divulgou seu relatório de perspectivas para o mundo e encolheu previsões (exceto para Brasil e China). Segundo o FMI, o mundo deve crescer 3,1% em 2016 e 3,4% em 2017. Os países desenvolvidos crescerão 1,8%, com os EUA avançando 2,2%. A China terá crescimento de 6,6%, contra estimativa anterior de 6,5%. Já em relação ao Brasil, o FMI melhorou a avaliação pela primeira vez desde 2012 e prevê queda de 3,3% (anterior -3,8%) em 2016 e admite expansão de 0,5% em 2017. Mais otimista foi o IIF (Institute of Internacional Finance) que prevê crescimento de até 1,5% em 2017.

No Brasil, o destaque ficou por conta da divulgação da ata da última reunião do Copom, na qual as autoridades monetárias procuraram deixar claro não haver espaço para flexibilização monetária por hora. Do lado dos indicadores, o Índice de Confiança da Indústria de julho (dado preliminar), segundo a FGV, ficou em 86,9 pontos em julho, quinta alta seguida. Outro índice em alta foi o NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), atingindo 74,3% em julho, contra 73,9% em junho.

Olhando para frente, entendemos que as sinalizações de política monetária nos EUA devem ser o principal driver dos mercados no decorrer da semana, o que tende a trazer maior volatilidade para o câmbio. Se, por um lado, há um maior número de apostas no mercado indicando manutenção do discurso do FOMC; do outro lado, não se pode descartar discurso mais hawkish por parte do Fed, tendo em vista os indicadores recentes melhores que o esperado da economia dos EUA.

Com estas considerações em mente, decidimos trocar nossa posição de Cielo (CIEL3) por Suzano PNA (SUZB5) esta semana, pois consideramos que os múltiplos do papel estão mais descontados que o nível atual do câmbio sugere. Vemos o case negociando 6,3x earnings estimados para 2017 e a 4,8x Ebitda (2017) - múltiplo bastante interessante quando consideramos a média histórica (últimos dois anos) de 8,5x do ativo e a projeção de dólar em R$ 3,20 (Focus) até o final do ano.

(Redação - Agência IN)