Tesouro Direto pode ser um ótimo investimento

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Tesouro Direto pode ser um ótimo investimento (Foto: Divulgação) Tesouro Direto pode ser um ótimo investimento

A procura pelo investimento nos títulos do Tesouro Direto vem crescendo no país e os motivos são bastante óbvios, já que essa linha de investimento é fácil de aderir, acessível pela internet, tem a segurança e a garantia do Tesouro Nacional e é um ótimo investimento de médio e longo prazo em relação à caderneta de poupança e fundos de investimentos que cobram taxas de administração muito altas.

“Assim sendo, acho fundamental explicar um pouco mais sobre essa opção para investimentos com objetivos de mais de um ano. Essa linha, que também é conhecida por Títulos Públicos, faz parte de um programa criado para custear gastos públicos pela Secretaria do Tesouro Nacional”, disse Reinaldo Domingos, educador financeiro.

Assim, esse funciona como se o investidor emprestasse dinheiro para o Governo Federal e, em troca, depois de um período, recebesse o dinheiro de volta corrigido. Existindo dois formatos: o pré-fixado, no qual o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento, e o pós-fixado, no qual a rentabilidade está associada a algum índice, como a taxa Selic ou o IPCA.

“Em relação a essas diferenças, como são indexados a um índice, os títulos pós-fixados se favorecem em momentos em que a economia tem alta de juros, mas perdem rendimento em momentos de queda de juros. Já, no caso dos pré-fixados, há a garantia do rendimento, independendo do momento em que o país atravessa”, ressalta Domingos.

Para o educador financeiro, é importante ter em mente que o tesouro direto tem características de médio e longo prazo, já que há a dificuldade de retirada do dinheiro, em caso de necessidade, sendo que, quando comprados, os títulos têm um prazo de vencimento, ou seja, é definido o dia em que o governo pagará o investimento.

“Contudo, o investidor pode negociar esses títulos antes dessa data, todavia, nesses casos, receberá o valor de mercado do título nesse momento, que poderá ser menor ou maior que o estipulado para o vencimento. E, como o Governo é o credor, esse é um investimento considerado de baixo risco”, explica Domingos.

Para Domingos, é importante frisar que, no investimento em títulos públicos, se tem pequenas perdas de rentabilidade, pois estão sujeitas a pagamento de duas taxas na aquisição: uma cobrada pela BM&FBovespa e outra cobrada pela instituição ou intermediário financeiro com quem operará.

A primeira taxa é cobrada no valor de 0,3% ao ano, sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Já a taxa cobrada pela instituição financeira é livremente pactuada com o investidor, sendo que existe um ranking com as taxas cobradas por cada instituição no site www.tesouro.fazenda.gov.br.

“Assim, como dito anteriormente, esse é um investimento bastante interessante, desde que seja dentro de um conceito de planejamento prévio, para a realização de sonhos de médio e longo prazo. Para definir se vai investir ou quanto irá investir, antes de tudo, é necessário fazer um diagnóstico da situação financeira, definir os sonhos que tem e orçar, já destinando verbas para o Tesouro Direto, lembrando sempre de negociar as taxas. Fazendo isso, com certeza, terá um ótimo retorno”, finaliza o educador financeiro.

(Redação – Agência IN)