Ano Novo sem dívidas antigas

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Essa é a hora do consumidor inadimplente sair do vermelho Foto: Divulgação Essa é a hora do consumidor inadimplente sair do vermelho

Com a chegada do fim do ano, muitos consumidores que estão com as contas no vermelho podem ter a chance de dar um fim à inadimplência financeira. Para isso, é possível contar com algumas opções que estão à disposição. Um planejamento financeiro para controlar gastos é fundamental. Conter os impulsos nas compras de Natal e utilizar parte do décimo terceiro salário para abater dívidas são dicas valiosas.

Segundo o professor de economia da Faculdade Mackenzie Rio, Marcelo Anache, em vez de esgotar o 13º salário em consumo, parte pode ser destinada para quitar dívidas vencidas e também para arcar com os impostos de janeiro, como IPTU e IPVA.

“Os consumidores inadimplentes devem, antes de tudo, fazer uma previsão mensal das suas contas fixas, como luz, gás e telefone, antes de tentar negociá-las com o banco. É preciso ter em mente o quanto se pode comprometer mensalmente, sem incorrer no risco de não pagar a negociação que for assumida. Portanto, é preciso ficar atento às condições colocadas pelas empresas e não se deixar tomar pela empolgação da possibilidade de limpar o nome e acabar comprometendo uma parte muito grande da renda. Esse costuma ser um erro comum nesses momentos, o que pode fazer com que o consumidor acabe se endividando novamente no futuro”, explica.

Dicas para economizar:

· Cartão de crédito - Pague a fatura em dia para não entrar no rotativo; em caso de dívida, tente renegociar o mais rápido possível.

· Compras de Natal – A primeira dica é fazer uma lista do que pretende comprar e fixar um valor para cada gasto. Pesquisar, pagar à vista e pedir descontos são boas opções.

· 13º salário - Use para pagar dívidas antigas, principalmente, por causa dos juros elevados; Se sobrar, utilize o valor para pagar despesas do mês de janeiro, como IPTU e IPVA.

· Gasto escolar - As famílias devem levar em conta ainda os gastos escolares que devem ficar em até 10% mais caros no próximo ano. Pesquise bastante os valores antes de fechar a compra.

(Redação - Agência IN)