Black Friday: fuja dos pepinos e aproveite as promoções

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Black Friday: fuja dos pepinos e aproveite as promoções (Foto; Divulgação) Black Friday: fuja dos pepinos e aproveite as promoções

Adotada no Brasil desde 2010, a Black Friday - nome dado à ação de vendas anual realizada pelo varejo na sexta-feira seguinte ao feriado de “Ação de Graças” celebrado no Estados Unidos - já virou sinônimo de desconfiança por boa parte dos consumidores brasileiros. Marcada por muitas reclamações dos clientes, a data em que diversas lojas oferecem promoções imperdíveis acontece este ano no dia 28 de novembro e, de acordo com especialistas em tecnologia da informação, será uma grande fonte de dor de cabeça, tanto para quem vende quanto para quem pretende comprar pela internet. Entenda os motivos:

Somente no ano passado, o site Reclame Aqui teve mais de 8,5 mil reclamações sobre a Black Friday nacional. As queixas variam, mas a grande maioria dos problemas é baseada em deficiências de infraestrutura dos sites, o que certamente deixa os donos de e-commerce de cabelos em pé. “A maior parte dos clientes deve realizar suas compras na noite da sexta-feira, o que gerará um tráfego intenso para os sites. Os problemas comuns nesse momento são: falhas encontradas em compras online, com sites que ficam fora do ar devido a uma grande quantidade de acessos; empresas que vendem mais produtos do que a loja física possui em estoque; erros encontrados na finalização da venda, mesmo com a cobrança no cartão tendo sido realizada e, até mesmo, recebimento de e-mails de confirmação de compra sem que esta  tenha sido realmente realizada”, enumera Marcelo Salhab, engenheiro de computação e diretor-executivo da Vialink, empresa especializada em infraestrutura, sistemas e governança em tecnologia da informação.

“Isso acontece porque a maioria dos sites não é capaz de suportar tráfegos variáveis. Geralmente, devido à grande quantidade de promoções, o número de acessos dispara, gerando lentidão dos servidores que sustentam o site. Todo o processo, desde a entrada do consumidor na loja online até o recebimento do produto, deve ser mapeado e pensado do ponto de vista do cliente. O ideal é que a organização das páginas na internet suporte a utilização de diversos servidores, balanceando o acesso dos usuários e garantindo que todos tenham uma ótima experiência”, afirma Marcelo.

Além do risco de  lentidão no momento da compra, os usuários também terão que ficar bem atentos para não cair em golpes virtuais. Hackers utilizam sites falsos, newsletters e posts em redes sociais sobre a Black Friday, visando atrair o público que está ansioso por comprar bons produtos a preços baixos. “Não clique em conteúdo desconhecido, mesmo nas redes sociais. O ideal é que o usuário digite o endereço do e-commerce diretamente no browser. Isso elimina o risco de se clicar em spams maliciosos.”, afirma Mariana Cavalcante, gerente de operações da Real Protect, empresa especializada em segurança da informação.

Mariana avisa que a maior parte dos consumidores acaba realizando as pesquisas, e até parte das compras, durante o expediente. Essa atitude pode aumentar o risco de segurança para as empresas que possuem redes sociais e webmail liberado para acesso pessoal. Ao acessar um link malicioso com uma propaganda falsa, por exemplo, o funcionário pode acabar comprometendo a segurança da rede corporativa. “Para evitar o tipo de problema na Black Friday é essencial que as empresas possuam ferramentas de bloqueio de URL’s baseado em reputação. Como são criados inúmeros sites falsos com o único propósito de ludibriar os consumidores em datas como o dia de promoção, somente essas ferramentas conseguem detectar de forma eficiente se o link pode ser acessado ou não. Basta apenas um computador ou dispositivo móvel infectado dentro da rede corporativa para comprometer informações confidenciais.”, explica.

Portanto, confira abaixo quatro dicas para evitar problemas e aproveitar a Black Friday sem preocupações:

- Lista Negra: O Procon de São Paulo mantém uma lista de sites de comércio eletrônico não recomendados devido a problemas de confiabilidade. Os endereços devem ser evitados pelos usuários e ficam disponíveis na internet. Confira a relação, na íntegra, em: http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php

- Lista de Confiança: A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara E-net) reeditou um código de ética que garante o selo "Black Friday Legal" ao site que aderir. A medida visa distinguir sites que atendam aos requisitos legais e às disposições do Código. Em breve, a lista estará disponível para acesso no link: http://www.camara-e.net/blackfriday/index.html#

- Desconfie: Sabe aquele celular de última geração vendido a preço de banana em um site bonito, mas desconhecido? Desconfie! Verifique a procedência de produtos, a seriedade e a existência de lojas online com promoções inacreditáveis antes de dar suas informações pessoais.

- Atenção: Leia todos os e-mails com atenção. Links e arquivos em anexos devem ser bem analisados antes de serem acessados. Por exemplo: antes de cair no golpe de alguma promoção imperdível, ponha a cabeça no lugar e lembre bem se, de fato, o site existe e se estes preços podem ser reais.

(Redação – Agência IN)