Juros mais altos alteram perfil de investimentos no Brasil

O novo cenário da economia nacional, com juros mais altos, altera o perfil de investimentos dos brasileiros. Ao mesmo tempo em que a renda fixa se torna mais interessante, a Bolsa de Valores pode abrigar mais ações com preços baratos, fortalecendo a perspectiva de alta a longo prazo. Para Fernando Araujo, gestor da FCL Capital, a variação dos juros reais no Brasil nas últimas décadas tem sido cíclica, com momentos de alta e de baixa, mas sempre seguindo uma tendência de queda a longo prazo.

Copom acerta ao manter Selic aos 11% ao ano, diz FecomercioSP

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) decidiram manter a taxa básica de juros (Selic) em 11% ao ano, de acordo com comunicado divulgado agora há pouco, após reunião iniciada ontem. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a medida foi correta em um cenário ainda complicado de manutenção dos indicadores inflacionários em níveis elevados e de baixo crescimento econômico. Semana passada, a Entidade já previa a manutenção da Selic.

Taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em março

As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em março, constatou a Pesquisa de Juros da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. É a décima elevação seguida, a terceira no ano. Para o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas elevações podem ser atribuídas à expectativa de aumentos da Taxa Básica de Juros (Selic), ao cenário com tendência negativa da economia e à expectativa de piora nos índices de inflação e de crescimento econômico. Neste contexto, aumenta o risco de crédito o que tem levado as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros acima das elevações da Selic.

Juros altos contém demanda do consumidor por crédito, revela Serasa

A Serasa Experian divulgou nesta segunda-feira, 17, que a quantidade de pessoas que buscou crédito em fevereiro/14 recuou 9,6% em relação a janeiro/14. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado (fevereiro/13) houve alta de 1,0% na demanda dos consumidores por crédito em fevereiro/14. De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, esta expansão foi influenciada pelo deslocamento do feriado móvel do Carnaval que, neste ano de 2014, caiu em março. No acumulado do primeiro bimestre de 2014, a demanda do consumidor por crédito cresceu 1,0% frente ao mesmo período do ano passado.

Assinar este feed RSS