Após a explosão da dívida e do déficit na Grécia, agora são Portugal e Espanha que criam agitação e analistas temem que tais países sofram com danos econômicos similares ao grego.
Tais inquietudes motivaram as quedas sofridas na quinta e na sexta-feira pelas bolsas de Madri e de Lisboa, que perderam, respectivamente, cerca de 6% e 5%. Já a Bolsa de Madri teve uma queda menos acentuada nesta sexta-feira, de 1,35%, a 10.103,30 pontos.
O euro também retrocedeu nesta sexta-feira, devido aos riscos de contágio ao restante dos membros da Eurozona, que é integrada por 16 países. Pela primeira vez em oito meses e meio, a cotação ficou abaixo de US$ 1,37.
Nesta sexta-feira, o governo espanhol sofreu um novo revés: o Banco da Espanha anunciou que a economia não conseguiu sair da recessão no quarto trimestre de 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) se contraiu em 0,1%.
No entanto, Zapatero garantiu "não compartilhar" das dúvidas que pesam sobre a capacidade do governo de reduzir o déficit, que chegou a 11,4% do PIB em 2009. Ele insistiu que "os fundamentos da economia espanhola são sólidos".
O ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, lamentou por sua parte que seu país, que também sofre com o gasto exagerado dos cofres públicos, tenha se convertido na nova "vítima" dos mercados.
Espanha e Portugal não preveem um risco para a estabilidade da zona euro, indicou nesta sexta-feira Jean-Claude Juncker, o presidente do fórum de ministros de Finanças dos países que compartilham a moeda única.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, viu razões para otimismo ao qualificar de "passo na direção correta" o plano de economia apresentado pela Grécia para deter a grave crise financeira.
A Espanha e a França anunciaram, nos últimos dias, novas medidas para cortar gastos, da mesma forma que a Irlanda já havia feito anteriormente.
No entanto, as promessas de austeridade não ganharam por enquanto a confiança dos mercados. Embora a saída da Grécia da Zona do Euro pareça impensável, a "pergunta que não quer calar" é até que ponto a união monetária resistirá à crise.
A zona do euro "atravessa seu primeiro grande teste" e, ao final dele, "alguns países poderão ter que deixar a união monetária", prevê o economista americano Nouriel Rubini.
(redação com agências internacionais - Agência IN)
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