Mudando de vida em plena crise

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A história de profissionais que, após a demissão, mudaram de carreira e estão se tornando empreendedores de sucesso Foto: Divulgação A história de profissionais que, após a demissão, mudaram de carreira e estão se tornando empreendedores de sucesso

Nos últimos dois anos, a taxa de desemprego tem apresentado um significativo aumento no Brasil. Hoje já temos 10,3 milhões de trabalhadores fora do mercado de trabalho, sofrendo com a insegurança e instabilidade do país que se encontra imerso a uma crise econômica. Porém, muitos destes brasileiros vem apostando no empreendedorismo como forma de recomeçar a vida profissional e superar a situação de vulnerabilidade que o desemprego proporciona.


Na busca pela experiência de gerenciar o próprio negócio, os novos empreendedores ajudam muito a aquecer a economia do país. Os pequenos negócios representam, atualmente, cerca de 27% do PIB da economia, gerando diversos empregos com carteira assinada. Ao todo, são pelo menos 8,9 milhões de micro e pequenas empresas. Porém, não são poucos os desafios para quem busca dar a volta por cima e abrir seu próprio negócio. Com quase 50 anos de idade, Rogério Gurgel mudou completamente seu campo de trabalho. Já adaptado à rotina do mercado financeiro com sua carreira consolidada, foram 25 anos passando por quatro grandes bancos, até perder seu emprego em abril de 2014 e ver-se obrigado a reformular seu foco.

Hoje administra o Twice, empresa desenvolvedora de um sistema bilíngue presente em escolas de vários Estados brasileiros, ao lado de sua esposa, Ana Gurgel, professora de inglês há mais de 20 anos. “Para se tornar empreendedor é preciso atropelar seus medos do futuro e seguir em frente com seu sonho, com seu objetivo. Isso é gerar valor para si e para diversas outras pessoas ligadas direta ou indiretamente ao seu empreendimento”, comenta Rogério. Atualmente, o Twice oferece às escolas uma experiência bilíngue integrada ao currículo nacional regulamentado pelo MEC, servindo também como um reforço no aprendizado de disciplinas como matemática, ciências e geografia. Através de um método lúdico, repleto de jogos, músicas e brincadeiras, o sistema também salienta a cultura e costumes do Brasil, pensando na realidade do aluno.

A mesma história de sucesso acompanha Omar Monteiro Junior. Após sua demissão em março deste ano, abandonou a área de Planejamento Estratégico e se aventurou no ramo das bebidas. O “Omaracujá”, licor de autoria de seu pai – o dono do Bar do Omar, no Rio – teve sua venda impulsionada com o investimento de parte do seu fundo de garantia. Hoje, as vendas da iguaria estão tendo um surpreendente crescimento de 300% ao mês, em relação a, quando era apenas um produto secundário no bar da família. “Empreender exige dedicação, versatilidade, autodidatismo, dinamismo. Exige que você seja completo, e se não for, que tenha a capacidade de buscar o que precisa”, diz Omar. A previsão é que o Omaracujá esteja nas prateleiras de 40 bares da cidade do Rio de Janeiro até o final do ano.

(Redação - Agência IN)