4ª Mostra Ecofalante de Cinema divulga filmes da mostra histórica

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A 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental acontece de 09 a 29 de março Foto: Divulgação A 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental acontece de 09 a 29 de março

4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental traz filmes de diretores como Elia Kazan, Youssef Chahine e Glauber Rocha
Grandes rios, grandes diretores. O Panorama Histórico promovido pela 4ª Mostra Ecofalantede Cinema Ambiental (09 a 29 de março de 2015) tem como protagonistas dos filmes rios como o Nilo, Tennessee, Amazonas e Tietê, e sobre eles debruçaram-se os diretores Elia Kazan, Glauber Rocha, YoussefChahine, Ozualdo Candeias e Silvino Santos.

 

Dirigido por Elia Kazan em 1960, “Rio Violento” traz elenco encabeçado por Montgomery Clift e Lee Remick. No enredo, a remoção dos habitantes de uma vasta área que será inundada por conta da construção de uma barragem no rio Tennessee.

Considerado o mais importante diretor de cinema egípcio, Youssef Chahine focaliza em “Um Dia, o Nilo” (1968) pequenos acontecimentos ocorridos em uma data histórica: o dia que o curso do rio Nilo será desviado. Realizado em película Sovcolor e em 70mm, esse filme, uma coprodução entre a URSS e o Egito de Nasser, foi encomendado para ser o registro para a posteridade de uma construção monumental. Tendo contudo desagradado os dois países, acabou censurado dias após seu lançamento. Seus negativos foram destruídos e a única cópia em 70mm que Chahine conseguiu salvar foi confiada, no início dos anos 1970, à Cinemateca Francesa.

“Cheguei no Amazonas com uma ideia preconcebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios...” – assim o cineasta Glauber Rocha descreve como foram as filmagens do curta-metragem “Amazonas, Amazonas” (1966), sua primeira experiência com uso de negativos coloridos. O documentário traça um painel da situação histórica, econômica, social e humana da Região Amazônica.

Épico pioneiro, “No Paiz das Amazonas” foi realizado em 1922 por Silvino Santos e descortina, segundo sua sinopse, riquezas florestais, rios, feras fluviais, aspectos de Maués, o preparo do guaraná e cachoeiras perigosíssimas.

Obra considerada marco do chamado ‘cinema marginal brasileiro’, o longa-metragem “A Margem” (1967), de OzualdoCandeiras, se passa em uma favela às margens do rio Tietê, na cidade de São Paulo. Ali, duas trágicas histórias de amor são protagonizadas por dois casais que a sociedade ignora e que, em meio à miséria e à luta pela sobrevivência, tentam se encontrar através do sentimento.

A Mostra
A 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental acontece de 09 a 29 de março em salas de cinema da cidade de São Paulo – Caixa Belas Artes, Olido, Centro Cultural São Paulo, Reserva Cultural e Cinemateca Brasileira. Inclui seis programas: Mostra Contemporânea Internacional, Panorama Histórico, Homenagem, Competição Latino-Americana, Circuito Universitário e Mostra Escola. Serão exibidos 64 filmes, vindos de 23 países. As sessões são gratuitas.

(Redação - Agência IN)