Atividade de serviços cresce em agosto

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Atividade de serviços cresce em agosto (Foto: Pexels) Atividade de serviços cresce em agosto

O setor de serviços do Brasil permaneceu em expansão em agosto, com uma recuperação acentuada e acelerada no volume de novos trabalhos sustentando um crescimento adicional da atividade comercial, segundo dados do Instituto Markit Economics. O fortalecimento da demanda estimulou as empresas a contratar funcionários adicionais na metade do terceiro trimestre, com o crescimento no nível de empregos sendo apenas o segundo nos últimos dez meses. Os dados mais recentes também mostraram crescimentos mais rápidos tanto nos custos de insumos quanto nos preços cobrados, já o otimismo em relação aos negócios diminuiu em comparação com a alta recente observada em julho.

Ao registrar 51,4, o Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços PMI - IHS Markit - Brasil, sazonalmente ajustado, destacou um crescimento no volume de produção pelo segundo mês consecutivo em agosto. Porém, ao cair em relação ao valor de 52,2 observado em julho, o registro mais recente foi indicativo de uma taxa de expansão mais branda. As empresas que aumentaram suas atividades mencionaram o fortalecimento da demanda e a conquista de novos clientes como causas.

O volume de entrada de novos negócios não só cresceu pelo segundo mês consecutivo, mas o fez da maneira mais significativa desde abril. A taxa de crescimento também ficou acima da sua média de longo prazo. As evidências indicaram uma demanda básica mais forte e expansões de bases de clientes. Os dados por subsetor mostraram crescimento nos de Serviços ao Consumidor, Informação e Comunicação, e Finanças e Seguros.

Os dados do PMI indicaram que o aumento nas vendas foi proveniente do mercado interno, já que o volume de novos pedidos para exportação diminuiu pelo sexto mês consecutivo em agosto.

Em meio a relatos de ganhos de novos negócios e de tentativas de preencher vagas, as empresas de serviços no Brasil contrataram funcionários adicionais. O aumento no nível de empregos foi apenas o segundo em dez meses, com um crescimento sendo observado pela última vez em fevereiro. Porém, o ritmo de criação de empregos foi modesto, com aumentos sendo registrados apenas nas categorias de Serviços ao Consumidor e de Finanças e Seguros.

As empresas puderam completar seus negócios pendentes em agosto, com a quantidade de pedidos em atraso diminuindo pelo quadragésimo nono mês consecutivo. Apesar de ter se atenuado em comparação a julho, o ritmo de redução permaneceu acentuado.

Os custos de insumos aumentaram ainda mais em agosto, com os entrevistados da pesquisa relatando preços mais altos para itens básicos, autopeças, alimentos e combustíveis. Embora tenha sido acelerada em relação a julho, a taxa de inflação permaneceu, de um modo geral, abaixo de sua média de longo prazo.

Em resposta ao aumento de despesas operacionais, as empresas do setor de serviços aumentaram seus preços de venda pelo sexto mês consecutivo em agosto. A taxa de inflação de preços cobrados se acelerou, atingindo o seu ponto mais forte desde março, mas permaneceu bem mais abaixo da observada para os custos de insumos.

O otimismo em relação aos negócios permaneceu positivo em agosto, sustentado por previsões de condições econômicas melhores, um número mais elevado de clientes e políticas públicas favoráveis. Porém, o grau consolidado de otimismo se enfraqueceu em relação ao recorde de alta de quase seis anos observado em julho. As evidências da pesquisa indicaram que o sentimento positivo foi atenuado por preocupações com privatizações, concessão de aeroportos e problemas nos mercados internacionais.

(Redação – Investimentos e Notícias)