Banco Central acerta ao manter a Selic em 6,5%, avalia a FecomercioSP

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Banco Central acerta ao manter a Selic em 6,5%, avalia a FecomercioSP Foto: Divulgação Banco Central acerta ao manter a Selic em 6,5%, avalia a FecomercioSP

A manutenção da taxa Selic em 6,5%, anunciada nesta quarta-feira (19) pelo Banco Central (BC), já era esperada, segundo avalia a assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com a Entidade, passada a pressão inflacionária sobre os alimentos proveniente da paralisação dos caminhoneiros, e considerando os recentes efeitos do cenário eleitoral sobre o câmbio que se mantém acima dos R$ 4, não há muita alternativa para o BC que não seja permanecer atento aos movimentos dos preços sem alterar a Selic.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se mantém na casa dos 4%, apenas por conta dos efeitos do aumento do preço de alimentos em maio e junho sobre o custo de vida, mas as apostas dos analistas, verificadas no relatório Focus, mostram que não há pressões adicionais para o momento, ainda que o câmbio preocupe. Assim, a Federação entende que não há necessidade de se retomar o ciclo de alta de juros, ao menos por enquanto, porém acredita que o Banco Central não pode ousar demais e reduzir a Selic abaixo dos atuais 6,5%.

Diante do fraco desempenho econômico por um lado, e das pressões vindas de alimentos e do câmbio, a FecomercioSP acredita ser correta a postura cautelosa da autoridade monetária. A Entidade espera ainda que no médio prazo (no novo ciclo de governo em 2019) o Brasil termine de fazer seu ajuste fiscal permitindo não só a queda mais acentuada de juros como também impedindo que já no ano que vem o País tenha que passar por outro ciclo de alta da Selic.

Novos movimentos para baixo somente virão em um eventual novo governo, se este estiver comprometido com as reformas estruturais que o País precisa para atingir um nível de maturidade econômica que o torne um porto realmente seguro e atrativo para investimentos. Caso contrário, poderemos esperar dólar alto, inflação maior e o BC sem muitas opções que não elevar as taxas de juros, avalia a Federação.

(Redação - Investimentos e Notícias)