Ceia de Natal sobe mais que a inflação, diz FGV IBRE

  •  
Ceia de Natal sobe mais que a inflação, diz FGV IBRE (Foto: Pexels) Ceia de Natal sobe mais que a inflação, diz FGV IBRE

Este ano a Ceia de Natal ficou 6,82% mais cara do que em 2017. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostra que a inflação de itens da mesa do Natal ficou acima da média registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor da FGV (IPC/FGV), entre de janeiro e dezembro de 2018 (4,09%).

Os produtos que sofreram aumentos devido à desvalorização do real frente ao dólar foram os que registraram maior alta, segundo o economista André Braz, responsável pela pesquisa. Destaque para: farinha de trigo (+19,65%), bacalhau (+18,55%) e frango (+8,20%). A ave, normalmente uma alternativa às carnes típicas de Natal, que são um pouco mais caras, também deve pesar no orçamento das famílias.

"O frango foi influenciado pelo aumento do milho, que, por sua vez, foi afetado pela desvalorização cambial e pela quebra de safra na Argentina. Já a carne de porco caiu de preço este ano", explica Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE. O pernil suíno (-8,42%) e o lombo suíno (-6,15%), assim como os ovos (-3,14%), estão entre os itens que ficaram mais baratos, portanto bem abaixo da inflação do período.

Presentes tiveram leve alta

A boa notícia está na inflação dos presentes, cujos preços avançaram menos que a inflação medida pelo IPC/FGV, ficando em 0,82% na média. Na lista dos 19 produtos analisados, os preços que mais recuaram foram os dos seguintes itens: aparelho de TV (-3,9%), forno elétrico e de micro-ondas (-0,99%) e celular (-0,48%). Mesmo assim, com a economia ainda crescendo lentamente, o economista indica cautela.

"Alguns desses produtos costumam ser comprados em parcelas. O consumidor deve evitar dividir as compras, sempre optando por pagar à vista e pedindo desconto. Parcelas possuem juros ocultos. A dica é não se endividar para 2019 e não esquecer do IPTU, IPVA, material escolar e matrícula no início de cada ano", sugeriu Braz.

(Redação – Investimentos e Notícias)