Condições econômicas farão BC cortar ainda mais a Selic, diz MUFG

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Condições econômicas farão BC cortar ainda mais a Selic, diz MUFG Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou ontem, 18, que o Copom reduziu a taxa Selica para 3,75% ao ano. De acordo com o BC, a medida se fez necessária diante dos acontecimentos, que geraram expectativas em torno da política monetária aplicada no Brasil.

 

Para o MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, apesar da indicação de estabilidade por parte da autoridade, a deterioração das condições econômico-financeiras levará o Banco Central a cortar a taxa Selic em mais 50 pbs para 3,25% na reunião de 6 de maio. A partir de então, a taxa Selic poderá ficar estável nesse nível até o final de 2020.

O coronavírus traz uma enorme incerteza ao cenário, pois é muito difícil avaliar seu impacto efetivo e quanto tempo essa crise vai durar. No entanto, as razões por trás do nosso cenário de taxa Selic são:

i) crescimento do PIB abaixo do esperado, com o primeiro e o segundo trimestres apresentando resultados negativos, ou seja, uma recessão técnica, devido ao impacto do coronavírus na economia. O crescimento geral do PIB em 2020 foi fortemente revisto, passando de 2,2% para 0,7%;

ii) nova revisão descendente das previsões de inflação em meio a uma recuperação econômica mais lenta do que a esperada anteriormente. Nesse sentido, as taxas de inflação para 2020 e 2021 ficam abaixo das metas. "De fato, nossa projeção é a inflação de, respectivamente, 2,7% e 3,5% para 2020 e 2021, contra metas de 4,0% e 3,75% em cada ano".

Segundo o MUFG, além da projeção de corte adicional de 50 pbs da taxa Selic, também se espera que outras ferramentas estimulem a economia (ou pelo menos evitem uma deterioração mais acentuada da atividade econômica), como liberação de dinheiro do FGTS, liberação de depósitos compulsórios e também porque o Banco Central deve estar preocupado com o impacto defasado total de todo o ciclo de flexibilização da política monetária sobre a inflação.

(Redação - Investimentos e Notícias)