Confiança da Construção fica estável em abril

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Confiança da Construção fica estável em abril (Foto:Divulgação) Confiança da Construção fica estável em abril

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, ficou estável em abril, permanecendo em 82,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICST recuou pelo segundo mês consecutivo, ao cair 1,0 ponto em abril.

“A percepção dominante entre os empresários é de que a atividade se mantém no mesmo patamar de um ano atrás. O pessimismo com os negócios está aumentando. Enfim, a sondagem de abril reforça a percepção de que o setor não está conseguindo deslanchar como se esperava, refletindo um cenário bastante incerto para o investimento em 2019”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A estabilidade do ICST foi garantida pela melhora da situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 1,0 ponto em abril, para 73,0 pontos, retornando ao nível de outubro de 2018 (73, pontos).

O resultado positivo do ISA-CST foi dado pelo indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, que avançou 2,0 pontos, para 75,6 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 1,1 ponto, passando para 92,4 pontos. O movimento refletiu a diminuição do otimismo com a situação dos negócios para os próximos seis meses, que registrou redução de 3,0 pontos, atingindo 92,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor avançou 0,9 ponto percentual, para 66,2% em abril. Tanto o NUCI para Máquinas e Equipamentos quanto o NUCI para Mão de Obra também subiram 0,3 e 1,0 ponto percentual.

Crédito

Em abril, houve pequena melhora no acesso geral ao crédito, mas o indicador permanece em patamar muito abaixo da média histórica. O quadro é mais grave no segmento de edificações residenciais, onde houve queda do indicador, e quase 50% dos empresários assinalaram dificuldade de acesso ao crédito. “Desde o ano passado, a oferta de crédito habitacional para as pessoas físicas voltou a se expandir, no entanto permanece difícil para as empresas. Vale notar que esse é o segundo principal fator limitativo à melhoria dos negócios das empresas do segmento, ficando atrás apenas das dificuldades com a falta de demanda”, observou Ana Maria Castelo.

(Redação – Investimentos e Notícias)