Confiança de serviços recua e registra piora na percepção do setor

  •  
Confiança de serviços recua e registra piora na percepção do setor (Foto: Pexels) Confiança de serviços recua e registra piora na percepção do setor

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,6 ponto em setembro, ao passar de 89,0 para 87,4 pontos, devolvendo o aumento obtido em agosto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o índice ainda mantém resultado positivo, com variação de 0,2 ponto.

“O recuo da confiança em setembro confirma a relativa piora na percepção dos empresários do setor de serviços sobre o ambiente de negócios no terceiro trimestre do ano. A tendência de queda na curva de confiança teve início em maio, após a greve no setor de transporte rodoviário, e vem sendo particularmente influenciada por um movimento de calibragem nas expectativas. As avaliações sobre a situação corrente permanecem estáveis, mas em patamar historicamente baixo, enquanto as expectativas, mesmo com oscilações mês a mês, apontam para uma fase de ajuste provavelmente associada à incerteza eleitoral. Assim, o cenário é de continuidade do movimento de discreta recuperação no nível de atividade do setor para os próximos meses” analisa Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

Houve queda da confiança em 9 das 13 principais atividades pesquisadas. O Índice da Situação Atual (ISA-S) recuou 1,6 ponto, para 85,1 pontos, mesmo nível de junho passado, e o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 1,5 ponto, para 90,0 pontos.

Em setembro, dentre os quesitos que compõem o ISA-S, o que mais contribui para sua queda foi o que mede a situação atual dos negócios, que caiu 1,8 ponto no mês, para 85,4 pontos, mesmo nível de junho passado. A maior pressão negativa sobre o IE-S vem do indicador de Demanda prevista para os próximos três meses, que recuou 2,8 pontos, para 88,6 pontos, após alta de 3,5 pontos no mês anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços subiu 1,2 ponto percentual (p.p.) em setembro, para 81,9%. 

(Redação – Investimentos e Notícias)