Confiança de serviços registra o menor valor desde outubro de 2018

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Confiança de serviços registra o menor valor desde outubro de 2018 (Foto: Pexels) Confiança de serviços registra o menor valor desde outubro de 2018

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 3,5 pontos em março, para 93,0 pontos, o menor valor desde outubro de 2018 (89,5 pontos), segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,5 ponto, após sete meses consecutivos de alta.

“O retorno da confiança de serviços para o patamar do final do período eleitoral ainda parece estar mais associado a um ajuste das expectativas, que nos últimos dois meses já cedeu 2/3 das altas observadas desde outubro. A novidade em março foi o recuo dos indicadores sobre o momento presente sugerindo que o ritmo lento de recuperação ainda persiste nesse primeiro trimestre de 2019”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

A queda do ICS atingiu 9 das 13 atividades pesquisadas, e foi resultado de recuo de 5,7 pontos do Índice de Expectativas (IE-S), para 96,9 pontos, e de queda de 1,3 ponto do Índice de Situação Atual (ISA-S), para 89,3 pontos. A retração do IE-S foi influenciada tanto pelo indicador que mede a demanda prevista nos próximos três meses como pelo indicador que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses, ambos caíram 5,8 e 5,7 pontos, para 94,9 e 98,8 pontos respectivamente.

No caso do ISA-S, os dois indicadores também recuaram em março. O indicador de volume de demanda atual diminuiu 0,9 ponto, para 89,2 pontos, e o indicador de situação atual dos negócios retraiu 1,7 ponto, para 89,4 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços subiu 1,5 ponto percentual, para 83,0%.

Trimestre 

No primeiro trimestre do ano, os índices-síntese do setor de serviços recuaram em comparação com último trimestre de 2018, com exceção para o ISA-S. O ICS e IE-S recuaram 1,6 e 4,0 pontos, respectivamente. Enquanto que, o ISA-S ainda se manteve positivo, registrando 0,8 ponto. “O resultado mostra uma calibragem das expectativas dos empresários em relação aos próximos meses. Considerando o nível alto de incerteza, o ritmo lento de crescimento deve permanecer ao longo dos meses”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

(Redação – Investimentos e Notícias)