Confiança de serviços volta a cair

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Confiança de serviços volta a cair (Foto: Pexels) Confiança de serviços volta a cair

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, recuou 0,7 ponto em janeiro, para 85,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice cedeu 0,7 ponto.

“A confiança de serviços volta a cair no início de 2021, ficando cada vez mais distante do nível pré pandemia. Em janeiro, a piora foi influenciada tanto pela percepção de queda no volume de serviços quanto das expectativas para os próximos meses. Diante da nova piora nos números de covid e com o fim dos programas emergenciais do Governo, consumidores ficam cada vez mais cautelosos e reduzindo o consumo de serviços que tendem a ter maior circulação de pessoas. Esse cenário contribui para a persistência de obstáculos na recuperação da confiança do setor”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Houve queda do ICS em 6 dos 13 segmentos pesquisados e nos dois horizontes temporais. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,7 ponto, para 80,0 pontos, encerrando tendência de alta iniciada em maio do ano passado. O Índice de Expectativas (IE-S), recuou 0,7 ponto, para 91,3 pontos, o menor valor desde julho (87,3 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços aumentou 0,9 ponto percentual para 83,4%, o maior valor desde setembro de 2015 (83,6%).

Maior otimismo frente ao momento atual

Em janeiro, a diferença entre os componentes que compõem o ICS (ISA-S e IE-S) diminuiu para 11,4 pontos, seguindo tendência de queda iniciada em novembro de 2020, enquanto na comparação interanual houve alta considerando a diferença de 8,0 pontos em janeiro do ano passado. Com a pandemia, tamanha foi a queda das expectativas que o ISA-S chegou a superar o IE-S em abril e maio, que se deu apenas pelo fato de ter registrado perdas menores. No entanto, na medida que a confiança das empresas de serviços iniciou um processo de recuperação, o IE-S passou a crescer com maior intensidade do que ISA-S a partir de junho, fazendo a diferença atingir 18,3 pontos em setembro. A partir desse ponto, houve nova queda das expectativas frente à uma tendência de alta gradual na satisfação das empresas com o momento atual, trazendo o saldo entre os índices para 11,4 pontos.

(Redação – Investimentos e Notícias)