Confiança empresarial fica estável em fevereiro, mostra FGV

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Destaque Confiança empresarial fica estável em fevereiro, mostra FGV (Foto: Divulgação) Confiança empresarial fica estável em fevereiro, mostra FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), ficou praticamente estável em fevereiro, ao passar de 94,8 para 94,7 pontos. O resultado interrompe uma sequência de sete altas consecutivas. 

“Apesar da estabilidade do ICE em fevereiro, a percepção dos empresários em relação às perspectivas para a economia em 2018 continua favorável e vem se mostrando bastante resistente aos solavancos originados no ambiente político nos últimos meses. Isso facilitará a retomada da tendência de alta da confiança nos próximos meses” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O subíndice da Situação Atual (ISA-E) cresceu 0,9 ponto no mês, para 89,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,2 pontos, para 100,3, o maior desde dezembro de 2013 (100,5). 

A desagregação por setores mostra pontos favoráveis e desfavoráveis no resultado do mês. Um dos aspectos favoráveis é que a queda do ICE ocorreu a despeito da alta de 1,0 e 1,3 ponto, respectivamente, dos índices de confiança de Indústria e Serviço, os carros-chefe do índice. 

O único segmento com a confiança em queda foi a Construção, que havia sido responsável pela maior contribuição positiva à alta do índice agregado no mês anterior. 

Confiança

Entre os aspectos desfavoráveis, em fevereiro a confiança aumentou em 47% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV IBRE para compor o ICE. Esta foi a primeira vez desde junho de 2017 que a proporção de setores em alta é superada pela dos setores em queda. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é ainda elevada, tendo passado de 70%, em janeiro, para 65%, em fevereiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)